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Quais pragas estão barrando exportações?

A China está barrando alguns navios


A China está barrando alguns navios A China está barrando alguns navios - Foto: David Bartels, USDA

A presença de pragas quarentenárias voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro diante do aumento de cargas devolvidas ou retidas por riscos fitossanitários. Segundo material técnico elaborado pela Corteva Agriscience e pela Aprosoja Brasil, com apoio do professor Mauro Rizzardi, da Universidade de Passo Fundo, o controle dessas pragas é decisivo.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, pragas quarentenárias são organismos, como insetos, fungos, bactérias, vírus ou plantas daninhas, que representam alto risco econômico. Elas podem ameaçar a sanidade vegetal, limitar o comércio internacional e exigir medidas oficiais de prevenção, controle ou erradicação.

O alerta ganhou força após episódios recentes envolvendo 20 navios de grãos destinados à China, que foram devolvidos ou retidos devido à identificação de sementes de plantas daninhas e vestígios de pragas consideradas ausentes no território chinês. Além dos custos logísticos e contratuais, situações desse tipo podem afetar a imagem do Brasil como fornecedor confiável e aumentar o rigor das inspeções sobre cargas brasileiras.

Entre as pragas classificadas pelo Mapa estão o Ácaro Hindustânico, a Broca-do-caroço-da-manga, o Cancro Cítrico, o Cancro da Videira, o Cancro Europeu das Pomáceas, o Caruru-palmeri, o Greening, a Moko da Bananeira, a Mosca-da-carambola, o Caruru-gigante e a Vassoura-de-bruxa da Mandioca. A presença desses organismos, mesmo em baixos níveis, pode comprometer lavouras, dificultar a comercialização e gerar embargos em mercados exigentes.

Uma das principais recomendações ao produtor é reforçar o manejo outonal, realizado na entressafra, logo após a colheita das culturas de verão e antes do próximo plantio. Essa prática busca eliminar plantas daninhas e plantas voluntárias, conhecidas como tigueras, que funcionam como ponte verde para pragas e doenças.

Ao manter a área limpa no outono, o produtor reduz o banco de sementes de invasoras, interrompe ciclos de reprodução e diminui o risco de contaminação dos grãos durante a colheita e o beneficiamento. Na prática, o manejo preventivo passa a ser uma das primeiras barreiras para evitar que organismos indesejados cheguem aos lotes exportados.


 

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