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O percevejo-verde-pequeno (Piezodorus guildinii) segue como uma das principais ameaças às lavouras de feijão durante a fase reprodutiva da cultura. Segundo orientações técnicas sobre o manejo da praga, o momento de iniciar o controle é decisivo para evitar perdas de produtividade e qualidade dos grãos, além de reduzir custos desnecessários com aplicações de Inseticidas.
A recomendação é que a decisão seja baseada no monitoramento constante da lavoura, na avaliação do nível de dano econômico e no estádio de desenvolvimento do feijoeiro. De acordo com o material técnico, iniciar o controle antes do momento adequado pode aumentar os custos de produção e favorecer a resistência da praga aos inseticidas. Por outro lado, intervenções tardias podem comprometer a formação dos grãos, reduzir a produtividade e afetar a qualidade comercial da colheita.
O percevejo-verde-pequeno ataca principalmente flores, vagens e grãos em formação. Entre os danos observados estão o abortamento de estruturas reprodutivas, a formação de grãos chochos ou manchados e a redução do peso final da produção. O período de maior risco ocorre entre o florescimento e o enchimento dos grãos.
O documento destaca que a simples presença da praga na lavoura não justifica, por si só, a adoção de medidas de controle químico. A orientação é que os produtores realizem avaliações frequentes a partir do início da fase reprodutiva, observando a evolução das populações de ninfas e adultos e a tendência de crescimento da infestação.
Conforme a análise técnica, o controle deve ser iniciado quando houver combinação de fatores como aumento consistente da população da praga, proximidade ou superação do nível de ação recomendado para a região e presença da cultura em fases sensíveis, como florescimento, formação de vagens e enchimento de grãos.
O monitoramento pode ser realizado por meio de métodos como pano de batida e inspeções visuais em diferentes pontos da lavoura. A recomendação é que as amostragens sejam distribuídas de forma representativa na área cultivada, permitindo acompanhar a evolução da infestação ao longo do ciclo.
O material também ressalta a importância do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que combina práticas preventivas, controle biológico e uso racional de inseticidas. Medidas como a eliminação de plantas hospedeiras, a rotação de culturas e a preservação de inimigos naturais da praga ajudam a reduzir a pressão de infestação e a necessidade de aplicações químicas.
Na etapa de controle químico, a orientação é utilizar apenas produtos registrados para a cultura do feijão e para o manejo de percevejos, respeitando doses, intervalos de segurança e recomendações técnicas. O uso de inseticidas deve ocorrer sempre com receituário agronômico e acompanhamento de profissional habilitado.
O estudo conclui que o sucesso no manejo do percevejo-verde-pequeno depende da integração entre monitoramento, análise econômica e adoção de estratégias compatíveis com a realidade de cada propriedade, evitando decisões baseadas apenas na presença ocasional de insetos na lavoura. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.