Queda externa e pressão interna travam avanço do algodão
Cotações perderam sustentação no mercado interno
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A cotação do algodão em pluma recuou no mercado interno em junho, após quatro meses seguidos de alta, segundo dados divulgados pelo Cepea. O movimento foi influenciado pela pressão dos compradores e pela queda dos preços internacionais, que levaram parte dos vendedores a aceitar negociações com valores mais flexíveis.
O mercado brasileiro de algodão em pluma mudou de direção em junho. De acordo com o Cepea, depois de uma sequência de quatro meses consecutivos de valorização, as cotações perderam sustentação no mercado interno, refletindo um ambiente de maior cautela nas compras e de pressão externa sobre os preços.
Do lado da demanda, as indústrias seguem prudentes em relação a novas aquisições, segundo o Cepea. A postura está ligada às dificuldades nas vendas de manufaturados e ao desafio de repassar custos ao longo da cadeia produtiva.
Além disso, de acordo com o Centro de Pesquisas, parte da necessidade de matéria-prima ainda vem sendo atendida por estoques e por contratos a termo firmados anteriormente. Esse cenário reduz a urgência de novas compras, que continuam ocorrendo apenas de maneira pontual.
Na oferta, pesquisadores do Cepea apontam que os entraves para aprovação da qualidade dos lotes disponíveis seguem limitando o avanço das negociações. Ainda assim, alguns vendedores passaram a flexibilizar suas exigências para tentar viabilizar novos fechamentos no mercado interno.