Ranking mostra força do agro nas exportações
A avaliação também aponta uma lição para a economia brasileira
A avaliação também aponta uma lição para a economia brasileira - Foto: Pixabay
A liderança brasileira nas exportações de alimentos chama atenção não apenas pela primeira posição no ranking, mas pela vantagem em relação aos demais países. A avaliação é de Reginaldo Nogueira, diretor executivo do Ibmec, com base em dados atribuídos à FAO sobre exportações de frutas, verduras, cereais, carnes, queijos e azeite em toneladas em 2023.
Segundo o levantamento, o Brasil aparece em primeiro lugar, com 180 milhões de toneladas exportadas. Na sequência vêm os Estados Unidos, com 150,4 milhões de toneladas, Canadá, com 63,4 milhões, Ucrânia, com 60,4 milhões, Austrália, com 56,8 milhões, Rússia, com 53,7 milhões, Argentina, com 42,9 milhões, França, com 42,8 milhões, Países Baixos, com 36,6 milhões, e Indonésia, com 35,6 milhões.
Para Nogueira, o dado mais expressivo não é apenas o Brasil ocupar a liderança, mas a distância em relação aos demais concorrentes. Mesmo com logística cara, juros elevados e infraestrutura precária, o país se consolidou como a maior potência exportadora de alimentos do planeta.
Essa posição, segundo a análise, resulta de uma combinação de escala territorial, alta produtividade em ambiente tropical e décadas de evolução tecnológica no campo. O desempenho mostra como o agro brasileiro conseguiu transformar vantagens produtivas em competitividade internacional, mesmo operando em um ambiente marcado por custos e gargalos estruturais.
A avaliação também aponta uma lição para a economia brasileira. O agro construiu um dos setores mais competitivos do mundo com foco em inovação, eficiência, tecnologia e escala, elementos que, na visão de Nogueira, costumam faltar em outras áreas da economia.