Recria Intensiva a Pasto: Mais Ganho, Eficiência e Rentabilidade na Pecuária
Saiba como a estratégia RIP acelera ganhos e resulta em maior rendimento pecuário
Foto: Divulgação
A RIP (Recria Intensiva a Pasto) é uma estratégia relativamente recente na pecuária brasileira, mas que vem ganhando cada vez mais espaço devido aos excelentes resultados produtivos e econômicos.
O sistema consiste em um programa de suplementação intensiva para animais na fase de recria — período que vai da desmama até a entrada na terminação ou engorda, em um ciclo aproximado de 250 dias, etapa em que os machos são conhecidos como “boi magro” e, no caso das fêmeas, a estratégia pode ser direcionada para sistemas reprodutivos, onde se busca crescimento acelerado, como a produção de novilhas precoces.

O conceito da RIP baseia-se no fornecimento elevado de suplemento via cocho, normalmente entre 0,8% e 1% do peso vivo dos animais. Com esse manejo, espera-se alcançar ganhos médios diários entre 800 g e 1 kg por animal durante o período das águas, e entre 500 g e 700 g no período da seca.
Essa estratégia exige atenção especial à nutrição, pois o principal objetivo da recria é promover o desenvolvimento estrutural dos animais, estimulando crescimento de órgãos, tecidos e musculatura. Ou seja, busca-se ganho de “massa magra” e não apenas deposição de gordura. Nessa fase, a exigência proteica dos animais é maior do que a energética, ao contrário do que ocorre na terminação. Por isso, é fundamental evitar o chamado “boi bolinha”, animal pesado, porém pouco desenvolvido.
Durante a seca, período em que as pastagens apresentam menor disponibilidade e qualidade proteica, os suplementos devem conter cerca de 25% de proteína bruta. Já nas águas, quando há maior oferta de forragem de melhor qualidade, os níveis proteicos do suplemento podem variar entre 20% e 22%.
A qualidade e a disponibilidade da pastagem também merecem atenção. Para atingir os ganhos esperados, um bovino precisa consumir, em média, cerca de 2% do peso vivo em matéria seca ao dia. Se o suplemento representa até 1% do peso vivo, isso significa que pelo menos metade dos nutrientes ainda será proveniente do pasto. Portanto, o manejo adequado da forragem é indispensável para o sucesso da RIP.
Na seca, grande parte da fibra do capim se torna indigestível para os bovinos, nesse contexto, a inclusão de ureia na suplementação desempenha papel importante, pois auxilia os microrganismos ruminais na digestão dessas fibras, melhorando o aproveitamento do alimento.
Além da nutrição, a propriedade precisa contar com estrutura adequada de cochos e bebedouros. O espaço recomendado de cocho varia entre 25 e 40 cm por cabeça, garantindo acesso adequado aos animais. O fornecimento do suplemento deve ser diário e, preferencialmente, sempre no mesmo horário.
Uma prática interessante é a avaliação do escore das fezes, ferramenta que ajuda a monitorar o consumo da suplementação e identificar possíveis deficiências nutricionais, especialmente de proteína na dieta.
A Recria Intensiva a Pasto tem como principais objetivos acelerar o ciclo produtivo, aumentar a taxa de lotação e elevar a taxa de desfrute da propriedade. Como consequência, o produtor consegue produzir mais arrobas por hectare e por ano, com custos geralmente inferiores aos sistemas mais intensivos, como o confinamento.
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