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Região Sul do MT concentra terras mais caras

As terras que apresentaram maior valorização são aquelas com cana, café e reflorestamento


Embora as vendas não estejam favoráveis para o comércio em geral nos municípios ao Sul de Mato Grosso, o hectare de terra na região permanece bem cotado e até com preços "salgados". O hectare de terra cultivável para soja ou algodão nas proximidades de Rondonópolis (210 quilômetros ao Sul de Cuiabá) foi cotado em R$ 6,44 mil. São as terras mais caras de Mato Grosso, de acordo com o relatório bimestral março/abril-2006 do Instituto FNP.

Na análise de mercado de terras é possível verificar as variações dos preços. Em Pedra Preta (243 quilômetros ao Sul de Cuiabá), município com as áreas mais caras da região Sul, era possível pagar entre os meses de maio/junho de 2003, R$ 5,73 mil. Nos mesmos meses no ano passado, o hectare de terra valia R$ 6,62 mil.

Equiparando as cotações dos preços do hectare de terra em Pedra Preta com os preços da saca de 60 quilos de soja, um comprador para adquirir um hectare da área agrícola no município precisa de 50 sacas do grão.

Itiquira (359 quilômetros ao Sul de Cuiabá) é o município da região que apresenta as menores cotações de terra nos últimos três anos. Além dos preços mais baixos que os outros municípios, houve também queda no valor do hectare de terra. Os dados da FNP revelam preços de R$ 655, R$ 577 e R$ 570 nos períodos de maio/junho de 2003, maio/junho de 2005 e março/abril de 2006, respectivamente. A desvalorização é motivada pela característica de cerrado.

“Os preços da soja influenciaram na formação dos preços das terras. Com a crise na agricultura as áreas de cerrado, transformadas em lavoura desvalorizaram”, relata José Vicente Ferraz, consultor da FNP.

Para comprar terras localizados entre Rondonópolis e Itiquira, o comprador tem de entregar ao proprietário cerca de 50 sacas de soja.

Algodão - Já quem quer comprar áreas de alta produtividade de soja e algodão entre Rondonópolis e Primavera do Leste (239 quilômetros ao Centro Leste de Cuiabá) tem de desembolsar R$ 5,87 mil, ou, o equivalente a 55 sacas de soja. Em área agrícola de baixa produtividade de grãos, entre os mesmos municípios, o valor chega a R$ 4,25 mil, ou 45 sacas da oleaginosa.

As variações dos preços são explicadas pelas características da terra, onde solos mais arenosos demandam maiores investimentos em tecnologia e insumos por parte do produtor rural. As áreas com bom histórico de produtividade são mais valorizadas. E são também as mais procuradas por quem quer economizar com adubos e fertilizantes, ou seja, reduzir custo de produção, com a preparação do solo.

A valorização de terras segundo a FNP Consultoria acontece nas áreas com alto aproveitamento para a cana-de-açúcar, café e reflorestamento. Estas áreas, conforme Ferraz continuarão no período de seis meses a um ano, sendo valorizadas. “As áreas de algodão vão permanecer estáveis. E as de pastagem poderão começar a ter recuperação a partir dos últimos meses do fim do ano”, prevê Ferraz.

Mato Grosso - As terras mais baratas em Mato Grosso, conforme o levantamento da FNP Consultoria estão localizadas na região de Aripuanã (976 quilômetros ao Norte). Lá, um hectare de mata de difícil acesso foi cotado entre os meses de março e abril, de 2006, a R$ 146. De acordo com o diagnóstico, as áreas de cana-de-açúcar foram as que mais valorizadas dos últimos 12 meses. Estas se encontram em Lambari, na região de Cáceres (250 quilômetros de Cuiabá), apresentando valorização de 3%. As cidades de Guarantã do Norte e Matupá, ao norte de Mato Grosso, registram perda de cotação em 9,2%.

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