Relatórios elevam cautela nos mercados agrícolas
A soja também mostrava estabilidade em Chicago
Foto: Nadia Borges
Os mercados agrícolas iniciaram esta terça-feira com movimentos contidos e maior cautela antes da divulgação de dados capazes de alterar as expectativas de oferta e estoques. Segundo a TF Agroeconômica, os relatórios do USDA sobre área plantada e estoques trimestrais devem ser a principal referência do dia e podem ampliar a volatilidade nas bolsas.
No trigo, os contratos em Chicago operavam próximos da estabilidade, enquanto o mercado avaliava o avanço lento da colheita de inverno nos Estados Unidos, que chegou a 48% da área, e os atrasos no plantio do trigo de primavera. As condições dessa cultura melhoraram para 59%, ante 54%, mas os custos elevados, sobretudo dos fertilizantes, ainda geram dúvidas sobre as projeções de produção. No mercado físico, o Paraná registrava R$ 1.367,94 por tonelada, com alta diária de 0,09%, e o Rio Grande do Sul, R$ 1.330,49, com queda de 0,04%.
A soja também mostrava estabilidade em Chicago após a forte baixa da sessão anterior. O mercado espera uma possível revisão da área plantada para 85,4 milhões de acres e estoques de 1,051 bilhão de bushels em 1º de junho. O ritmo de esmagamento nos Estados Unidos, o clima mais quente e seco no Meio-Oeste, as compras chinesas e a concorrência sul-americana seguem no radar. No Paraná, a soja era negociada a R$ 127,59 no interior e a R$ 133,90 em Paranaguá.
No milho, as cotações oscilavam pouco, limitadas pela previsão de chuvas em áreas produtoras dos Estados Unidos. A condição das lavouras caiu de 68% para 67% em boas ou excelentes, enquanto a polinização avançou para 9%. No Brasil, a colheita da safrinha alcançou 18,8% da área, acima dos 11% da semana anterior, mas abaixo da média de 24,6% dos últimos cinco anos.