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Renegociação é chave para crédito chegar ao campo

Para a agricultura familiar, foram anunciados R$ 97,3 bilhões


Para a agricultura familiar, foram anunciados R$ 97,3 bilhões Para a agricultura familiar, foram anunciados R$ 97,3 bilhões - Foto: Pixabay

A redução dos juros nas linhas de crédito rural melhora as condições de financiamento para a próxima safra, mas o efeito dos recursos dependerá da capacidade dos produtores de voltar a investir. A renegociação das dívidas é apontada como etapa decisiva para que o crédito anunciado chegue ao campo e estimule a modernização das propriedades.

O Plano Safra 2026/2027 destinou R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial, com R$ 140,2 bilhões voltados a investimentos em armazenagem, irrigação, inovação e renovação de máquinas. No Pronamp, os juros caíram para 9% ao ano, enquanto o custeio empresarial terá taxa de 12,5%. O Moderfrota passou de 13,5% para 12,5%, e as taxas do Moderfrota Pronamp e do Inovagro recuaram para 11,5%.

Para a agricultura familiar, foram anunciados R$ 97,3 bilhões, dos quais R$ 85,2 bilhões para o Pronaf. Os juros para compra de máquinas e equipamentos caíram de 2,5% para 1,5% ao ano, e o limite de financiamento subiu de R$ 100 mil para R$ 120 mil.

O SIMERS avalia que as medidas fortalecem o crédito, mas defende a homologação da renegociação das dívidas rurais nos próximos 30 dias. A entidade também alerta que os recursos do Moderfrota podem ficar abaixo da demanda. No Rio Grande do Sul, onde está cerca de 65% da capacidade nacional de produção de máquinas agrícolas, o setor reúne aproximadamente 35 mil empregos diretos e 150 mil indiretos.

"A redução dos juros nas linhas de financiamento é uma sinalização positiva tanto para a agricultura empresarial quanto para a agricultura familiar, porque amplia o acesso à tecnologia e incentiva a modernização do campo. No entanto, será fundamental que os recursos destinados ao Moderfrota sejam compatíveis com a demanda do setor. Renovar máquinas significa aumentar a produtividade, reduzir custos, melhorar a eficiência e fortalecer toda a cadeia do agronegócio. Da mesma forma, ampliar o acesso da agricultura familiar à mecanização representa um passo importante para impulsionar o desenvolvimento regional e tornar as pequenas propriedades cada vez mais competitivas", disse Carolina Rossato, vice-presidente do SIMERS.
 

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