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Resiliência no campo marca a Expoagro Afubra 2026 e motiva agricultores a seguir na atividade

Feira tem  o propósito de motivar o agricultor a seguir em frente


Foto: Divulgação

A Expoagro Afubra 2026 reforça, mais uma vez, a força e a resiliência do produtor rural diante de um cenário marcado por adversidades climáticas. Após uma sequência de anos difíceis, com estiagens severas e enchentes no Sul do Brasil, a feira tem o propósito de motivar o agricultor a seguir em frente e apostar no futuro da atividade.

Em entrevista, o gerente comercial de comunicação e marketing da Afubra, Ricardo Senger, destacou que a realização desta edição foi, por si só, um desafio superado. “Para nós, foi um grande desafio. Nós viemos de quatro anos muito difíceis, com estiagens e enchentes. E, com o tema resiliência, a feira vem para motivar os produtores, estimular os produtores a seguirem fortes na agricultura”, afirmou.

Com forte presença da agricultura familiar, a Expoagro reúne principalmente pequenos produtores de culturas como tabaco, milho e soja. Durante os quatro dias de evento, o parque se transforma em um espaço de troca de experiências e acesso à informação, reunindo visitantes de diversas regiões do estado, do país e até do exterior.

“O objetivo principal é esse: parque cheio, pessoas visitando os estandes, conversando com os agrônomos e com os especialistas que nós temos aqui, expondo seus produtos, para que levem para casa o que há de melhor no agro”, ressaltou Senger.

Mesmo diante das dificuldades impostas pelo clima, o produtor rural segue buscando alternativas para manter a produtividade e a sustentabilidade das propriedades. A presença massiva nas feiras, segundo o gerente, demonstra essa disposição em evoluir. “O produtor rural tem como profissão ser produtor rural. Então, esses momentos são fundamentais para que ele busque conhecimento”, disse.

Entre as principais novidades apresentadas estão novos híbridos de milho, variedades de soja, tecnologias para o cultivo do tabaco, além de agroquímicos e máquinas agrícolas mais eficientes. “Isso é fundamental porque traz economia, aumenta a produtividade, e o produtor que participa desses eventos acaba levando mais conhecimento para casa”, completou.

Outro sinal claro dessa resiliência está na participação crescente dos jovens no campo. Impulsionados pelo avanço tecnológico, eles têm encontrado novas oportunidades dentro da própria propriedade rural. “Hoje, nós temos muitos híbridos sendo lançados, novas tecnologias, e isso chama a atenção dos jovens. Anos atrás, o jovem estudava e ia para a cidade trabalhar. Hoje, ele estuda e volta para casa para ajudar os pais e seguir na lavoura”, explicou Senger.

A feira também desempenha papel importante nesse processo de sucessão familiar. Um dos destaques é o projeto Verde é Vida, que neste ano reúne 16 escolas-polo. Crianças e adolescentes, entre 8 e 15 anos, apresentam trabalhos desenvolvidos em suas propriedades e comunidades, com foco em práticas agrícolas e ambientais.

“Temos crianças mostrando os seus trabalhos, temos campeonato de robótica, que faz com que esse jovem interaja com a tecnologia, busque novidade e melhore sua vida na comunidade. Esse jovenzinho de hoje vai ser o adulto de amanhã”, destacou.

O projeto, que completa 35 anos, já alcança mais de 400 escolas nos três estados do Sul do Brasil. Para a Afubra, esse trabalho contínuo é essencial para formar uma nova geração de produtores mais conscientes e preparados para os desafios do setor. “É um trabalho de formiguinha que tem que ser feito todos os dias. Muitos adultos que hoje estão tocando a propriedade ontem eram esses jovens participando dessas atividades”, afirmou Senger.

 

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