Agronegócio

Retenção de placenta pode ser solucionada sem uso de antibióticos

Casos ocorrem com maior frequência em gado leiteiro
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Casos ocorrem com maior frequência em gado leiteiro

A retenção de placenta é um problema bastante significativo em muitas propriedades. Em fêmeas bovinas, as membranas fetais são eliminadas em até 12 horas após o parto ou abortamento, a medicina veterinária considera patológica a retenção parcial ou total da placenta, por período maior. Registros de atendimento demonstram que os casos ocorrem com maior frequência em gado leiteiro.


A médica veterinária e promotora técnica da Real H Nutrição e Saúde Animal, Denise Zamboni Telles, explica que o estresse é um dos fatores que podem ocasionar a retenção de placenta. Outros motivos são a falhas de manejo, doenças metabólicas, bactérias, deficiência de vitaminas A e E; e dos minerais Iodo e Selênio; diminuição ou aumento do período de gestação, distensão excessiva do útero, intoxicações, reações anafiláticas diversas, distúrbios hormonais, hereditariedade, sexo do feto (maior incidência em bezerros), brucelose, leptospirose, infecções causadas por Campylobacter fetus, Listeria spp e Rinotraqueíte Infecciosa bovina (IBR).

“A consequência imediata é a queda na produção de leite, e conforme a gravidade da infecção os sintomas podem ser febre, toxemia e redução da ingestão de alimentos. Nos casos mais graves, a infecção pode levar à morte”. Outra implicação apontada pela médica é a demora do animal para recuperar a forma original do útero, a involução uterina. Isso tem como consequência a redução da taxa de prenhes do rebanho.


A retenção de placenta é responsável por grandes prejuízos para a pecuária brasileira. “Além dos gastos com o tratamento, o produtor terá perdas com produção e reprodução em seu rebanho”, explica Denise. Dados apontam que em apenas 10% dos casos, os animais acometidos são examinados por veterinários; nos demais casos, são seguidos os protocolos de tratamento da fazenda. Os custos com antibióticos são altos, sendo que em média 75% dos casos são tratados com antibioticoterapia sistêmica. Devido ao tratamento, o leite é descartado geralmente por 7 dias, dependendo da base terapêutica da droga utilizada, e o prejuízo pode chegar a uma média de 250 litros na produção.

Para calcular o prejuízo total a médica orienta que é preciso levar em conta o leite descartado, mais o que a vaca deixou de produzir pela enfermidade, gastos com tratamento, que incluem atendimento médico veterinário, antibiótico e mão-de-obra, ultrapassando R$ 150,00 por caso tratado. “Os animais acometidos pela doença apresentam atraso de 15 dias para a concepção”.


Se tratando de bovinocultura de leite, principalmente quanto ao estado sanitário do rebanho, existem ferramentas e práticas de manejo eficientes que podem ajudar a melhorar a produção e a qualidade do leite. Uma ferramenta tecnológica que tem contribuído é a utilização de homeopatia no tratamento de rebanhos.

Produtores tem utilizado tratamento homeopático, como preventivo e curativo para solucionar também a retenção de placenta, problema tão comum na atividade leiteira. O produto é incorporado à alimentação dos animais no pré e pós-parto, estimulando as defesas do organismo. “As vantagens desta terapêutica são a ausência total de resíduos, evitar o descarte e proporcionar o retorno mais rápido à atividade reprodutiva”, conclui a médica veterinária.
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