Retensiones terão redução na Argentina
O presidente também antecipou uma redução de retensiones para segmentos industriais
O presidente também antecipou uma redução de retensiones para segmentos industriais - Foto: Pixabay
A política de impostos sobre exportações agropecuárias voltou ao centro do debate econômico na Argentina, com o anúncio de redução gradual de alíquotas para produtos agrícolas e setores industriais. A medida foi apresentada como parte de uma estratégia de diminuição da carga tributária sobre atividades exportadoras, em meio à promessa de reduzir o peso do Estado e ampliar o espaço do mercado na economia.
O presidente Javier Milei anunciou a redução das retensiones cobradas sobre as exportações de trigo, cevada e soja durante o ato de aniversário da Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Segundo ele, as alíquotas aplicadas ao trigo e à cevada passarão de 7,5% para 5,5% a partir de junho de 2026.
Para a soja, principal produto do agronegócio argentino, a redução terá outro formato. Milei afirmou que, a partir de janeiro de 2027, a queda será progressiva, de um quarto a meio ponto percentual por mês, de acordo com o comportamento da arrecadação. O processo deve seguir de forma contínua até 2028, condicionado à continuidade de seu governo.
O presidente também antecipou uma redução de retensiones para segmentos industriais. De acordo com o anúncio, entre julho de 2026 e junho de 2027, as alíquotas aplicadas às indústrias automotiva, petroquímica e de máquinas serão levadas a zero. O cronograma completo deverá ser detalhado pelo Ministério da Economia nos próximos dias.
Durante o discurso, Milei afirmou que o governo seguirá reduzindo retensiones e o tamanho do gasto público, com o objetivo de devolver recursos aos argentinos. Ele associou a medida à ideia de diminuir o Estado e ampliar o mercado, defendendo que isso resultaria em mais liberdade e prosperidade.
O presidente também disse que sua gestão busca encerrar a dependência do funcionamento do país em relação ao setor agropecuário. Ao comentar o papel histórico do campo, afirmou que, durante décadas, o agro foi tratado como o pagador de última instância da Argentina.