Rio Grande do Sul inicia safra da pera
Começou a colheita da pera no Rio Grande do Sul. A produção ainda é pequena perto do consumo que o país demanda, mas o investimento em novas variedades não para
Seu Paulo Owatari é produtor de peras em canguçu, no sul do Rio Grande do Sul. A família produz a fruta há 40 anos. O pai trouxe as sementes de São Paulo e o cultivo se adaptou bem ao clima gaúcho.
Na propriedade são cultivadas três variedades: chinceique, cossuí e a século XX, considerada o carro-chefe da produção por ser mais adocicada e com bastante suco.
“A fruta tem origem asiática, mas como nós estamos em um país tropical e esta é uma fruta que tem bastante água, ela é bem refrescante. Por isso caiu no gosto do consumidor brasileiro”, afirma Paulo Owatari, agricultor.
A safra deste ano está sendo considerada de boa qualidade e o preço está agradando. O quilo está sendo vendido na região por R$ 3, o mesmo preço do ano passado.
A maior parte da pera consumida no Brasil é importada. O consumo é de cerca de 150 mil toneladas e a produção, segundo a Embrapa, é algo em torno de 18 mil toneladas. O Rio Grande do Sul concentra a metade da produção.
O sabor das peras asiáticas e europeias o consumidor já conhece. Agora a ideia é produzir cada vez mais variedades brasileiras. No sul do país novas pesquisas começam a aparecer, como é o caso da pera light.
Um fruto híbrido nasceu do cruzamento de uma pera asiática com a europeia. Ainda em estudo, na Embrapa, em Pelotas, esta variedade tem muitas vantagens: é adaptada a regiões com até 300 horas de frio, tem boa resistência a doenças e pragas e produz mesmo sem polinizador, não tem semente, além de ter um alto nível de produção.
“A vantagem desta nova variedade é que a pereira leva de quatro a seis anos para começar a produzir e esta aqui, no segundo ano já produz. No terceiro ano tem uma carga de aproximadamente 30 quilos por planta. Então a gente espera que a planta adulta possa chegar a 50, 60 quilos tranquilamente”, garante Bonifácio Nakasu, agrônomo.
A nova variedade só deve entrar em produção comercial em 2011.