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Risco à tilápia brasileira acende alerta

A avaliação é que o produtor brasileiro não compete em igualdade de condições


A avaliação é que o produtor brasileiro não compete em igualdade de condições A avaliação é que o produtor brasileiro não compete em igualdade de condições - Foto: Pixabay

A tilapicultura brasileira vive um momento de forte pressão econômica, sanitária e regulatória, com impactos potenciais sobre produtores, empregos e a segurança aquícola nacional. Segundo Marilsa Patrício Fernandes, secretária executiva da Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União, Peixe SP, a importação de filé de tilápia do Vietnã representa uma ameaça à competitividade da cadeia produtiva.

A avaliação é que o produtor brasileiro não compete em igualdade de condições. Enquanto o Vietnã opera com apoio governamental, custos menores e logística competitiva, o Brasil enfrenta carga tributária elevada, energia cara, juros altos, burocracia ambiental e despesas maiores com ração, licenciamento e transporte. Esse desequilíbrio pressiona preços e pode afetar empregos diretos e indiretos.

O setor também aponta preocupação sanitária. O Vietnã registra ocorrência do vírus TiLV, doença contagiosa que afeta a tilapicultura. O Brasil é considerado livre da enfermidade, e sua eventual entrada poderia comprometer a produção, os investimentos e a confiança do mercado. O Ministério da Agricultura e Pecuária chegou a suspender importações de tilápia vietnamita para revisar protocolos sanitários.

Outro ponto de atenção é a possível inclusão da tilápia e de outras espécies na lista de espécies exóticas invasoras pelo CONABIO, o que gera insegurança jurídica para uma atividade relevante na geração de renda e alimento. “O setor precisa estar unido. É hora de fortalecer o diálogo técnico, científico e institucional, defender quem produz e exigir decisões equilibradas, responsáveis e fundamentadas em evidências, considerando não apenas aspectos de interesse específicos, mas também os impactos sociais, econômicos e estratégicos para o país”, conclui.
 

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