Riscos climáticos elevam preços de açúcar e etanol
O movimento indica uma reação mais ligada aos fundamentos do próprio mercado
O movimento indica uma reação mais ligada aos fundamentos do próprio mercado - Foto: Pixabay
Os mercados de açúcar e etanol encerraram a última semana com valorização, sustentados por fatores climáticos, restrições pontuais de oferta e melhora na competitividade dos biocombustíveis. Segundo a StoneX, o contrato de açúcar para outubro de 2026 negociado em Nova York avançou 2,9%, para 14,51 centavos de dólar por libra-peso, na maior alta semanal desde o início de maio.
O movimento indica uma reação mais ligada aos fundamentos do próprio mercado do que a fatores externos, como o petróleo. Entre os principais pontos de atenção estão as monções na Índia, 42% abaixo da normalidade, a seca na Tailândia, que pode limitar a oferta exportável, e o calor acompanhado de estiagem na Europa, com risco para a produção de beterraba.
No Centro-Sul brasileiro, a moagem segue forte, mas as chuvas e a possibilidade de geadas podem dificultar o avanço da colheita. A elevação do prêmio do açúcar branco também sugere eventual aperto no segmento de refinados e reforça uma perspectiva de preços mais firmes.
No etanol, o hidratado subiu 2,9% e fechou a R$ 2,82 por litro em Ribeirão Preto. As chuvas intensas em São Paulo afetaram as operações das usinas e reduziram a disponibilidade para entrega imediata no mercado spot. Mesmo assim, os estoques de hidratado e anidro permanecem bem acima dos níveis registrados na safra anterior.
A competitividade do biocombustível melhorou, com a paridade diante da gasolina em São Paulo chegando a 59,2%, condição favorável ao consumo. No cenário internacional, o apoio da Casa Branca à aprovação permanente das vendas de E15 nos Estados Unidos aparece como fator adicional de estímulo à demanda por etanol no país.