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Rotação de culturas fortalece manejo do trigo

Diversificação melhora sistema de produção


Foto: Canva

O planejamento da rotação de culturas desponta como uma das principais estratégias para aumentar a produtividade, reduzir problemas fitossanitários e melhorar a rentabilidade do trigo na safra 2025/26. A recomendação é integrar culturas como soja, milho e plantas de cobertura em um sistema capaz de preservar a saúde do solo, diminuir a pressão de doenças e pragas e garantir maior estabilidade ao sistema produtivo. As orientações são gerais e ressaltam que a definição da estratégia deve considerar as condições de cada propriedade, sempre com acompanhamento de um engenheiro agrônomo.

Segundo as orientações apresentadas, a rotação deve conciliar três objetivos centrais: melhorar a qualidade do solo, reduzir a incidência de doenças e manter o equilíbrio econômico da atividade. Em sistemas predominantes de soja no verão e trigo no inverno, a inclusão de milho, aveia, nabo forrageiro, azevém e, quando possível, pastagens de inverno é apontada como alternativa para interromper ciclos de patógenos, reduzir plantas daninhas resistentes e favorecer a fertilidade física, química e biológica do solo. O planejamento também deve considerar a janela de semeadura, o histórico da área, o clima e o mercado.

A adoção da rotação é apresentada como uma ferramenta prática para enfrentar desafios recorrentes da triticultura. A repetição de sucessões como soja-trigo ou milho-trigo favorece doenças como giberela, manchas foliares e brusone, além de aumentar a ocorrência de plantas daninhas resistentes e de compactação do solo. Conforme destacado no material, "a rotação de culturas deixa de ser apenas uma recomendação teórica e passa a ser uma ferramenta prática de manejo integrado para o sistema de produção".

O conceito de rotação consiste na alternância planejada de espécies em uma mesma área ao longo do tempo, com objetivos agronômicos, ambientais e econômicos. No sistema envolvendo trigo, normalmente são combinadas culturas de verão, como soja e milho, com culturas de inverno, incluindo trigo, plantas de cobertura e, em alguns casos, pastagens destinadas à integração lavoura-pecuária. A proposta vai além da simples alternância de espécies, buscando diversificar tipos de plantas, sistemas radiculares e produção de palhada.

O material explica que a rotação beneficia o trigo por diferentes mecanismos. A alternância com espécies não hospedeiras reduz o inóculo de doenças presentes nos restos culturais, enquanto a diversidade de culturas auxilia no controle de insetos, ácaros e plantas daninhas resistentes. Além disso, plantas com raízes profundas contribuem para aliviar a compactação do solo, melhorar a infiltração de água e favorecer o desenvolvimento radicular da cultura.

Outro benefício apontado está relacionado ao aproveitamento dos nutrientes. Leguminosas utilizadas como cobertura podem contribuir para a fixação biológica de nitrogênio, reduzindo a dependência de adubação nitrogenada dentro dos limites técnicos recomendados. O manejo adequado dos resíduos vegetais e da fertilização também melhora o balanço nutricional para a cultura implantada na sequência.

Os estudos mencionados indicam que sistemas de rotação bem estruturados aumentam a estabilidade da produtividade do trigo ao longo dos anos, reduzem a incidência de doenças e tornam o controle químico mais eficiente. Também há melhor resposta da cultura à adubação nitrogenada, além de maior aproveitamento da infraestrutura da propriedade, com melhor distribuição do uso de máquinas e mão de obra ao longo do calendário agrícola.

Antes de definir a sequência de culturas, o produtor deve levantar o histórico da área, identificar os principais problemas fitossanitários, avaliar as características do solo, conhecer os riscos climáticos e estabelecer seus objetivos produtivos. O planejamento também deve considerar as janelas de semeadura e colheita para evitar atrasos que possam aumentar riscos de geadas, excesso de chuvas ou estresse hídrico.

Entre as alternativas de sucessão apresentadas estão sistemas tradicionais de soja seguida por trigo, combinações com plantas de cobertura entre as safras, rotações envolvendo milho e coberturas de inverno e modelos integrados com pecuária. Cada opção deve ser adaptada à realidade da propriedade, levando em conta o potencial produtivo, as condições do solo e o mercado.

As plantas de cobertura ocupam papel importante nesse planejamento. Gramíneas como aveias, centeio e azevém são indicadas para produção de palha e proteção do solo, enquanto leguminosas, como ervilhaca e tremoço, auxiliam no fornecimento de nitrogênio. Já crucíferas, como nabo forrageiro e mostarda, favorecem a descompactação e a reciclagem de nutrientes por meio de raízes profundas.

O manejo da rotação deve ser integrado a outras práticas agrícolas, como semeadura direta, correção da fertilidade baseada em análises de solo, escolha de cultivares adaptadas e monitoramento constante de pragas, doenças e plantas daninhas. O documento destaca ainda a importância da boa gestão da palhada para evitar dificuldades na emergência da cultura seguinte.

As orientações também reforçam que todas as operações envolvendo defensivos agrícolas devem seguir rigorosamente as recomendações de rótulo e bula, respeitar o receituário agronômico, utilizar equipamentos de proteção individual e atender à legislação ambiental e trabalhista vigente. Segundo o texto, decisões tomadas sem diagnóstico técnico e sem planejamento adequado podem comprometer tanto a produtividade do trigo quanto o desempenho de todo o sistema produtivo.

Antes de definir a rotação, o produtor deve avaliar o histórico da área, os resultados das análises de solo, a presença de doenças e plantas daninhas, as janelas de plantio, a possibilidade de incluir espécies de cobertura, a capacidade operacional da propriedade e, quando houver, a integração com pecuária. O planejamento da adubação deve considerar todo o sistema de produção e contar com o suporte de um engenheiro agrônomo.

O material ressalta que as informações têm caráter informativo e não substituem a avaliação técnica realizada em condições reais de campo.

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