RS e SC sentirão os primeiros impactos do ciclone bomba
Saiba quando o ciclone deve atingir a maior intensidade
Foto: Pixabay
Após emitir avisos meteorológicos para o Centro-Sul do Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acompanha a formação de um possível ciclone bomba entre esta quinta-feira (6) e sábado (8). O sistema deve passar entre a Argentina, o Uruguai, o litoral da Região Sul e o Oceano Atlântico, com risco de temporais, granizo e ventos intensos.
Por onde o ciclone bomba deve passar?
De acordo com o Inmet, o sistema começa a se organizar a partir das 9h desta quinta-feira (6), sobre o norte da Argentina e o Paraguai. A área de baixa pressão deve avançar e formar um ciclone extratropical entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul. Nas horas seguintes, o sistema deverá ganhar força e se deslocar sobre o Oceano Atlântico.
O ciclone deve atingir sua fase mais intensa no sábado (8), quando estará sobre o Atlântico Sul. Depois, a tendência é que se desloque para sudeste, afastando-se gradualmente da costa da América do Sul. Embora o centro do ciclone permaneça principalmente sobre o oceano, a frente fria ligada ao sistema deverá avançar por diferentes regiões do Brasil.
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Rio Grande do Sul e Santa Catarina terão os primeiros impactos
Os maiores impactos são esperados entre esta quinta-feira (6) e sábado (8), principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Segundo dados divulgados pelo Inmet, a passagem da frente fria poderá provocar chuva, temporais, descargas elétricas, granizo e rajadas de vento superiores a 60 km/h.
Também há condições favoráveis para tempestades severas. O modelo COSMO do Inmet indica potencial para queda de granizo devido ao aumento da instabilidade atmosférica.
A formação de linhas de instabilidade e frentes de rajada também poderá atingir áreas entre o Sul do Brasil e o Paraguai.
Paraná e Mato Grosso do Sul também estão na rota
O oeste e o sul do Paraná, além do sul de Mato Grosso do Sul, estão entre as áreas que podem sofrer os impactos mais significativos da passagem da frente fria. O Inmet mantém aviso laranja de perigo para tempestades nessas regiões, além de Santa Catarina e todo o Rio Grande do Sul.
As demais áreas da Região Sul, o centro e o sul de Mato Grosso do Sul e a divisa entre São Paulo e Paraná estão sob aviso amarelo de perigo potencial.
Ventos podem chegar a 110 km/h no Sudeste
A influência do ciclone não ficará restrita à Região Sul. Embora o centro do sistema se forme sobre o oceano, a frente fria poderá provocar fortes ventos em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O maior risco está previsto para sexta-feira (7). No litoral paulista e fluminense, as rajadas poderão variar entre 90 km/h e 110 km/h.
Em regiões como Campinas, Ribeirão Preto e o Sul de Minas Gerais, os ventos poderão atingir velocidades entre 71 km/h e 90 km/h.
Segundo o Inmet, os ventos mais intensos devem ocorrer sobre o Oceano Atlântico, onde as rajadas poderão superar 100 km/h nas proximidades do centro do ciclone.
Quando o ciclone deve atingir a maior intensidade?
De acordo com as previsões do modelo COSMO do Inmet, a pressão central do sistema poderá cair para aproximadamente 967 hectopascais (hPa) na sexta-feira (7).
No sábado (8), a pressão poderá chegar a cerca de 941 hPa, uma redução próxima de 26 hPa em um período de 24 horas. O ciclone deverá atingir sua menor pressão, em torno de 940 hPa, durante o sábado.
Essa rápida queda da pressão atmosférica é compatível com o processo de ciclogênese explosiva, também chamado de bombogênese ou, popularmente, ciclone bomba.
Apesar da previsão, o Inmet destaca que a classificação definitiva dependerá da confirmação da intensidade da queda da pressão durante a evolução do sistema.
O que acontece depois da passagem do ciclone?
Após o afastamento do ciclone e a passagem da frente fria, uma área de alta pressão deverá avançar sobre a Argentina e o Sul do Brasil.
Esse movimento favorecerá a entrada de uma massa de ar frio e provocará queda acentuada das temperaturas nos dias seguintes.
De acordo com o Inmet, os efeitos do ar frio também poderão ser sentidos em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste. O instituto recomenda que a população acompanhe as atualizações dos avisos meteorológicos e da previsão do tempo. A trajetória e a intensidade do sistema ainda poderão sofrer ajustes conforme novas rodadas dos modelos de previsão forem incorporadas.