Safra brasileira de trigo pode ser a menor desde 2020
Cotações têm leves ajustes
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As cotações do trigo registraram leves ajustes no mercado brasileiro, sustentadas principalmente pela retração de vendedores e pelas novas estimativas oficiais que apontam redução da produção nacional em 2026 para o menor volume desde 2020.
Pesquisadores do Cepea informaram que, no Rio Grande do Sul, a baixa liquidez, a demanda reduzida da indústria e o abastecimento relativamente confortável dos moinhos seguem pressionando os preços do cereal. Segundo o centro de pesquisas, o ritmo mais lento de negociações limita uma recuperação mais consistente das cotações no estado.
No Paraná, o cenário é diferente. O Cepea apontou que a menor disponibilidade de trigo tem sustentado os preços no mercado de lotes, com produtores mais cautelosos na oferta e compradores disputando volumes disponíveis.
Do lado da oferta nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu em 4,5% a estimativa da safra brasileira de trigo de 2026 em relação ao levantamento anterior. A projeção passou de 6,30 milhões para 6,03 milhões de toneladas.
Se a estimativa for confirmada, a produção brasileira será a menor desde 2020 e ficará 23,5% abaixo do volume registrado na safra passada. A Conab atribuiu a revisão principalmente à redução da área cultivada na Região Sul e à menor produtividade observada em parte do Centro-Oeste.
Com a perspectiva de uma safra menor, o mercado acompanha os próximos levantamentos de produção e o comportamento da oferta nas principais regiões produtoras, fatores que podem influenciar a formação dos preços ao longo do segundo semestre.