Safra de cana mobiliza 150 usinas em SP
Previsão de faturamento se aproxima dos R$ 27 bilhões; 400 mil cortadores de cana devem ser contratados
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A principal atividade agrícola paulista, a canavicultura, iniciou oficialmente a safra na quarta-feira (1). Representantes do setor sucroalcooleiro preveem crescimento de 6% a 8% no faturamento das destilarias nacionais para este ciclo, fruto de uma retomada dos preços do açúcar. No Estado de São Paulo, o parque industrial conta com 140 usinas instaladas e a previsão é de que sejam inauguradas entre cinco e 12 novas unidades ainda este ano.
De acordo com a Comissão Nacional de Cana-de-açúcar da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a previsão de colheita para este ciclo segue os números da última safra. “Estimamos que entre 550 e 600 milhões de toneladas de cana sejam moídas nas usinas paulistas”, afirma Edison Ustulin, presidente da comissão. E acrescenta que a área colhida deve chegar aos 4,6 milhões de hectares.
A Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo) destaca que apesar da falta de crédito e da crise econômica mundial, os projetos de novas destilarias, que já estavam em estágio avançado, não recuarão. “Sabemos da ausência de liquidez das empresas, mas os investimentos já tinham sido feitos e os canaviais reformados”, ressalta Oswaldo Alonso, assistente técnico da Canaoeste.
Ustulin, da CNA, afirma que cerca de 400 mil trabalhadores agrícolas vão trabalhar na safra 2009/2010, sendo a grande maioria cortadores de cana. “Eles (cortadores) ajudarão o setor faturar aproximadamente R$ 27 bilhões, ou seja, 60% do total nacional”.
Segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, 513 mil hectares de cana deixaram de ser colhidos nos canaviais paulistas. O presidente da CNA não acredita que esse cenário se repita na safra 2009/2010. “A maioria (das usinas) costuma encerrar suas atividades no final de novembro ou começo de dezembro. Este ano, muitas delas não vão parar de trabalhar devido ao aumento da capacidade de moagem. Por isso, não creio que sobrará cana em pé”, finaliza Ustulin.