Safra de tabaco leva Santa Cruz ao topo da lista em geração de empregos
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Safra de tabaco leva Santa Cruz ao topo da lista em geração de empregos

Números foram divulgados pelo Caged. Indústria segue puxando a frente na abertura de vagas
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Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires foram os municípios gaúchos que mais geraram vagas formais de emprego em abril. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram 2.289 admissões contra 1.374 desligamentos em Santa Cruz, o que deixou um saldo positivo de 915 postos de trabalho. Em março a cidade também havia liderado o ranking, com 3.328 vagas sobressalentes. Já Venâncio, que aparece pela primeira vez no topo da lista, chegou ao fim de abril com 891 vagas – resultado de 1.566 contratações e 675 desligamentos.

As duas cidades se destacam ainda em relação aos primeiros quatro meses do ano, período em que foram responsáveis pela geração de 10.296 vagas e também se mantiveram líderes. Santa Cruz fechou o quadrimestre com 5.780 vagas, enquanto Venâncio ficou com 4.516. Logo atrás aparecem Caxias do Sul (3.520), Vacaria (2.630), São Leopoldo (1.745) e Novo Hamburgo (1.258). Já na comparação do mês de abril se destacam Caxias (576), Cachoeira do Sul (294), Santa Maria (199) e Novo Hamburgo (190).

O setor de indústria da transformação, onde se encaixam as fumageiras, foi o que mais contratou. Foram 646 vagas em abril e 5.564 no trimestre em Santa Cruz. A tradicional admissão de safristas nessa época faz com que o aumento geral também seja comum no período. No entanto, de acordo com o secretário de Desenvolvimento, Cultura e Turismo do município, César Cechinato, o índice ficou levemente mais alto do que a média dos últimos quatro anos, que foi de 5.627.

“De janeiro a abril tem sempre o peso da safra de tabaco, que às vezes sofre oscilações porque as empresas podem antecipar as contratações e postergar as demissões. Mas esse aumento nos mostra que estamos em um momento economicamente bom, e que deve haver um resultado positivo durante o ano.”

Serviços e comércio contribuem para resultados

Além da indústria da transformação, o secretário destaca que os serviços e o comércio também contribuíram para o saldo positivo de vagas. Em abril, o comércio ficou com 24 vagas e os serviços com 243. Já no quadrimestres foram 416 vagas no setor de serviços e 63 no comércio. A construção civil se manteve estável desde o início do ano, assim como os serviços industriais de utilidade pública, a extrativa mineral e a administração pública. A agropecuária, por sua vez, por ser a que mais teve desligamentos e fechou o quadrimestre com 279 vagas negativas.

Nos últimos 12 meses, o setor que teve mais vagas foi o de serviços (603), seguido pelo comércio (157), serviços industriais de utilidade pública (31), a agropecuária (23) e a extrativa mineral (3). A indústria de transformação (-299), a construção civil (-139) e a administração pública (-3) foram as que tiveram o pior saldo.

Cechinato destaca ainda que o município segue apostando em diversificação e buscando atrair empresas de fora. A expansão de três frigoríficos e as contratações da Havan são algumas das promessas para fechar o ano com saldo positivo.

“Além dessas empresas temos outras menores se instalando que vão gerando cinco, dez vagas e no final contribuem também para a soma. Acredito que devemos encerrar levemente melhor no que no ano passado, também por conta da economia”, comentou. O secretário acredita que as reformas da Previdência e tributária devem ditar o futuro do investimento no País, tanto interno quanto externo.

Piores desempenhos

Vacaria foi o município com pior geração de vagas em abril (-2.310), seguido de Passo Fundo (-907) e Porto Alegre (-265). Já no quadrimestre lideraram o ranking de saldo negativo Porto Alegre (-1.525), Capão da Canoa (-1.228) e Pelotas (-718).

Índice é cíclico

O secretário de Desenvolvimento, Cultura e Turismo de Santa Cruz, César Cechinato, destaca que o ranking do Caged é cíclico e que os municípios e setores aparecem em diferentes posições ao longo do ano. “Hoje Santa Cruz e Venâncio lideram por conta da safra do tabaco, mas em agosto e setembro, quando os safristas forem demitidos, podem estar liderando em relação ao saldo negativo, e isso é normal”, frisou. Outro exemplo disso, conforme Cechinato, é o município de Vacaria, onde o forte é a safra da maçã, cuja colheita acontece entre o final de janeiro e março. Em abril o município liderou as demissões com 2.310 vagas a menos, enquanto em janeiro havia ficado em primeiro lugar pelo motivo oposto, com 5.223 novas oportunidades.
 


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