CI

Safra do milho tem perda de R$ 13 milhões em Mato Grosso

Mais R$ 13,644 mi deixarão de circular na economia de MT devido à perda de 68,567 mil toneladas de milho


Mais R$ 13,644 milhões deixarão de circular na economia de Mato Grosso devido à perda de 68,567 mil toneladas de milho safrinha, num total de 20,425 mil hectares de área plantada no Estado.

Os dados fazem parte da última estimativa de safra 2004/2005 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), publicada este mês.

O valor de perdas está baseado na cotação de preço médio de Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (Seder), registrado na última quarta-feira (22-06), que indicava saca de 60 quilos a R$ 11,98.

De acordo com o supervisor de Estatística Agropecuária do IBGE Fernando Marques de Figueiredo, o total de área perdida pode ser ainda maior. "O tamanho do prejuízo estimado pode ser muito maior. O resultado atual é uma estimativa, porém, o montante verificado agora pelo levantamento já é certo. Não adianta as colheitadeiras entrarem nessa área perdida", afirma Figueiredo.

Os problemas concentraram-se em 13 municípios mato-grossenses do sul e noroeste, como Campo Novo, Sapezal, Rondonópolis, Alto Taquari, Pedra Preta, Guiratinga, Itiquira, Tesouro, Diamantino, Tangará da Serra, Alto Araguaia, Alto Garças, São José do Rio Claro e Tesouro.

Fernando de Figueiredo afirma que a quebra se deve à decisão dos produtores de cultivar a oleaginosa mesmo em época não recomendada em função de ser um período de estiagem.

"Eles sabiam do risco que corriam plantando milho em um período de seca. No entanto, assumiram esse risco porque o sul do país havia registrado quebra total das lavouras do produto, que propiciaria sua valorização no mercado", ponderou o supervisor.

Produtividade

Apesar do prejuízo representativo, afirma Figueiredo, a produção obtida na 2ª safra é razoável, pois em outras regiões do Estado a produtividade foi boa, alcançando 55 sacas por hectare ou 3.358 kg/ha.

No levantamento geral de Mato Grosso verificou-se até um aumento de 11,39% na área plantada nessa safra (901,183 mil hectares) em relação à anterior (790,717 mil hectares) e de 2,38% na produção (2,957 milhões de toneladas) comparando-se com de 2004 (2,888 milhões).

"Qualquer coisa que se perde é importante, mas os números provam que no contexto geral a safra pode ser considerada boa, os problemas que ocorreram foram localizados, não afetaram a produção total", frisa Fernando Figueiredo.

A 2ª safra é cultivada geralmente após a colheita da soja precoce.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7