Safra dos EUA pressiona preços agrícolas
Na soja, julho de 2026 era cotado a US$ 1.176,75 na CBOT, queda de 4 pontos
Na soja, julho de 2026 era cotado a US$ 1.176,75 na CBOT, queda de 4 pontos - Foto: Divulgação
Os mercados agrícolas iniciaram o dia com viés de baixa para trigo, soja e milho, em meio ao avanço das lavouras nos Estados Unidos, ajustes na oferta global e influência limitada dos indicadores externos. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados desta terça-feira, 2 de junho de 2026, o comportamento inicial reforça um cenário de pressão para os principais contratos negociados em Chicago.
No trigo, os contratos futuros operavam em queda na CBOT, com julho de 2026 a US$ 604,00, recuo de 4,75 pontos, enquanto dezembro de 2026 estava a US$ 636,00, baixa de 4,50 pontos. No físico, o Paraná registrava R$ 1.360,73 por tonelada, alta diária de 0,08%, enquanto o Rio Grande do Sul tinha R$ 1.329,79, queda de 0,26%. A pressão segue associada ao avanço da colheita de inverno nos Estados Unidos e à evolução da oferta global. Na Europa, a onda de calor ainda gera incertezas sobre a produção da safra de 2026, enquanto a Austrália projeta 26,7 milhões de toneladas, abaixo dos altos volumes do ciclo anterior.
Na soja, julho de 2026 era cotado a US$ 1.176,75 na CBOT, queda de 4 pontos. O farelo também recuava, enquanto o óleo de soja seguia como exceção, sustentado pela força do setor energético, pela demanda ligada aos biocombustíveis e pela alta dos preços da energia. No mercado físico, a soja no interior do Paraná estava a R$ 124,53, alta de 0,24%, e Paranaguá a R$ 130,25, avanço de 0,10%. Nos Estados Unidos, o plantio atingiu 87% da área projetada, com 66% da safra em condição boa a excelente.
O milho também recuava, com julho de 2026 a US$ 442,00 na CBOT, baixa de 2 pontos, e dezembro a US$ 470,00, queda de 2,50 pontos. Na B3, os contratos também tinham perdas moderadas, enquanto o físico estava a R$ 64,76. O plantio norte-americano superou 93% da área projetada, e 67% da safra foi avaliada entre boa e excelente. As previsões de chuvas para o Centro-Oeste dos EUA favorecem o desenvolvimento das lavouras e reforçam a pressão sobre as cotações.