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São Paulo: preços ao produtor variam com clima e oferta

Relatório mostra oscilações no agro paulista


Foto: Divulgação

As condições climáticas e o comportamento da oferta foram os principais fatores que influenciaram os preços recebidos pelos produtores rurais paulistas em junho, segundo o Relatório de Acompanhamento Mensal dos Preços Pagos ao Produtor, elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base em dados da Conab e do Cepea/Esalq-USP.

Entre os produtos com maior valorização no mês, a banana prata liderou os ganhos, com alta de 26,9% em relação a maio. De acordo com o relatório, as temperaturas mais baixas prejudicaram o desenvolvimento dos bananais e a qualidade dos frutos, reduzindo a oferta disponível no mercado. A banana nanica também apresentou elevação de 17,1%, impulsionada pelo mesmo cenário.

O limão tahiti registrou aumento de 24,9%, refletindo a menor disponibilidade de frutas dentro do padrão comercial em razão das condições climáticas irregulares. A batata-doce também se destacou, com valorização de 19,8% em junho e avanço acumulado de 121,6% na comparação com o mesmo período de 2025.

Ainda segundo o levantamento, outros produtos encerraram o mês em alta, entre eles a alface crespa, com avanço de 15,8%, a alface americana, com 14,7%, o trigo, com 6,3%, o feijão cores, com 5,6%, a laranja destinada à indústria, com 5%, os ovos, com 4,8%, e a soja, com 3,8%. Na comparação anual, o feijão cores acumulou valorização de 89,2%, enquanto a alface americana subiu 27,3% e a alface crespa avançou 36,8%.

No grupo das quedas, o tomate apresentou o maior recuo do mês, de 23,8%, influenciado pelo avanço da colheita de inverno e pela redução da demanda. A mandioca também registrou retração de 13,8%, diante do menor interesse pela comercialização das raízes de primeiro ciclo e da prioridade dada ao plantio.

O café arábica encerrou junho com desvalorização de 10,7%. Conforme o relatório, o avanço da colheita da safra 2026/27 ampliou a oferta do produto e pressionou os preços no início do mês. A Faesp destaca, porém, que as chuvas registradas nas principais regiões produtoras impediram uma queda ainda maior nas cotações. Segundo a entidade, o aumento das precipitações provocou queda de grãos nos cafezais, dificultou a secagem e favoreceu o aparecimento de mofo, reduzindo o ritmo de crescimento da oferta e contribuindo para a recuperação parcial dos preços na segunda quinzena.

Também fecharam junho em baixa a laranja pera, com recuo de 8,9%, o frango vivo, com queda de 9%, o milho, com redução de 2,9%, e o suíno, com baixa de 2,6%. No acumulado de 12 meses, as maiores desvalorizações foram registradas pela laranja pera, com retração de 43,6%, seguida pela laranja destinada à indústria, com queda de 40,8%, pelo suíno, com redução de 38,5%, e pelo café arábica, que acumulou baixa de 30,5%, refletindo as diferentes condições de oferta e demanda em cada cadeia produtiva.

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