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Sead propõe criação de Câmaras de Comercialização nos estados do Norte do Brasil

O projeto pretende evidenciar a viabilidade de sistemas de produção sustentáveis e agroecológicos.


A coordenação de Agroecologia e de Produção Sustentável da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) se reuniu, nea última sexta-feira (1), em Brasília, com representantes da empresa de cooperação técnica alemã Deustche Gessellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) e representantes das Delegacias Federais do Desenvolvimento Agrário (DFDAs) dos estados do Norte do país, para discutir a proposta de criação de Câmaras Estaduais  de Comercialização e Abastecimento dos Produtos da Sociobiodiversidade e Agricultura Familiar,  no âmbito do projeto Mercados Verdes e Consumo Sustentável. 

O Projeto Mercados Verdes e Consumo Sustentável tem o objetivo de ampliar o acesso aos mercados para os produtos da sociodiversidade e agroecologia oriundos das organizações econômicas da agricultura familiar e dos povos e comunidade tradicionais na Amazônia. São três os componentes do Projeto: políticas públicas de apoio à comercialização; assistência técnica, capacitação, gestão das cooperativas e associações; e ampliação da participação desses produtos nos mercados privados. São 4,5 milhões de euros investidos com a parceria firmada com a GIZ até 2019.

O projeto desenvolvido anteriormente também entre a Sead e a GIZ, denominado Negócios Sustentáveis com base na Sociobiodiversidade na Amazônia, executado em 2014 a 2016, tinha o foco das ações em nível federal. Já nesta nova fase, a agenda é focada nos estados Acre, Amazonas, Pará e Amapá. A participação das DFDAs é imprescindível para o andamento do programa, visto que o grupo alvo são as cooperativas e associações de agricultores e extrativistas. “O papel das delegacias no âmbito do projeto é fundamental para que ocorra a articulação com os atores que contribuirão para o seu sucesso. Então, teremos as nossas delegacias atuando junto com os técnicos da GIZ,  levando o conhecimento do projeto, e fazendo as articulações com os governos estaduais e as organizações dos agricultores familiares para que o projeto atinja o seu objetivo”, explica o coordenador-geral de Agroecologia e de Produção Sustentável, Marco Pavarino.

A novidade do projeto vem com a criação de Câmaras Estaduais de Comercialização e Abastecimento dos Produtos da Sociobiodiversidade e Agricultura Familiar. A proposta é que, onde não existirem, esses espaços sejam construídos, e onde já existam estruturas como a dos conselhos estaduais ou municipais de desenvolvimento rural sustentável, elas sejam aproveitadas. A expectativa é de que essas Câmaras coloquem em destaque as organizações da agricultura familiar e dos povos e comunidades tradicionais como segmentos econômicos com capacidade de promover inclusão produtiva e geração de renda no campo.

O projeto pretende evidenciar a viabilidade de sistemas de produção sustentáveis e agroecológicos.  O diretor do projeto na GIZ, Frank Krämer, destaca a relevância: “É muito importante para a perspectiva do desenvolvimento sustentável tanto da Amazônia, como do país inteiro. É o caminho para fortalecer a agroecologia, porque o mercado em potencial é grande.” 

Com a mesma visão, Pavarino complementa: “Reconhecermos que existe todo um conjunto de produtos da nossa sociobiodiversidade, e entender que esses produtos precisam ter cadeias produtivas mais estruturadas e mais acessíveis aos povos e comunidades tradicionais significa a gente garantir mais renda e mais qualidade de vida para quem vive do campo da floresta e das águas na Amazônia. E não há nada melhor do que apoiar o que eles sabem fazer de melhor que é produzir com sustentabilidade. ”

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