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Seguro de silos fica mais rigoroso após avanço de incêndios

Medidas preventivas precisam estar incorporadas à rotina das empresas


Foto: Canva

A ocorrência de quatro grandes incêndios em unidades armazenadoras de grãos no Brasil no primeiro semestre de 2026 acendeu um alerta no setor. Diante do aumento dos riscos, seguradoras passaram a avaliar com mais rigor as medidas de prevenção adotadas por produtores e armazenadores antes de emitir ou renovar apólices.

Poeira em suspensão, resíduos acumulados, fontes de calor e falhas na ventilação estão entre os principais pontos observados durante a análise das unidades. A avaliação já não se limita às condições físicas dos silos. As companhias também buscam identificar se existe uma estratégia efetiva para evitar incêndios, explosões e outros sinistros.

A mudança ocorre em um momento de maior preocupação com a segurança das estruturas de armazenagem. Além de colocar trabalhadores em risco, um incêndio pode destruir estoques, paralisar operações, gerar prejuízos elevados e comprometer a continuidade das atividades. Na avaliação de Fabio Tomain, proprietário da FTAGRO Gestão de Riscos 360, as seguradoras passaram a considerar fatores que demonstram o nível de controle de riscos existente em cada operação.

“A seguradora busca entender não apenas a estrutura da unidade armazenadora, mas também quais medidas efetivas são adotadas para reduzir a possibilidade de sinistros. Quanto maior a capacidade de prevenção e gerenciamento dos riscos, melhor é a percepção sobre a operação durante a análise da apólice”, afirma.

Segundo Tomain, a recorrência de incêndios no país fez com que a prevenção assumisse uma função estratégica na gestão das unidades armazenadoras. A adoção de protocolos, boas práticas e equipamentos adequados pode influenciar diretamente a forma como o risco é percebido pelas seguradoras.

Para Adriano Mallet, diretor da Agrocult Consultoria, distribuidora do Cycloar, as medidas preventivas precisam estar incorporadas à rotina das empresas, em vez de serem adotadas somente após a ocorrência de acidentes.

“Grande parte dos fatores que favorecem incêndios e explosões pode ser reduzida com boas práticas e com o uso de tecnologias adequadas. Controlar a poeira em suspensão, melhorar a ventilação e reduzir condições que favoreçam focos de ignição significa aumentar a segurança da operação e proteger pessoas, patrimônio e os grãos armazenados”, destaca.

Entre as tecnologias utilizadas para reduzir a exposição aos riscos estão os sistemas de exaustão. Desenvolvido para promover a renovação contínua do ar no interior dos silos, o Cycloar reduz a concentração de poeira em suspensão, melhora a ventilação e ajuda a minimizar condições favoráveis a incêndios e explosões.

Além de ampliar a segurança operacional, o investimento em soluções preventivas demonstra uma postura ativa de gerenciamento de riscos. Esse comportamento tende a receber atenção cada vez maior das seguradoras nos processos de contratação e renovação do seguro de unidades armazenadoras.

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