Sem consumo, não há força para altas expressivas

Agronegócio

Sem consumo, não há força para altas expressivas

Além das valorizações em diversas praças e regiões do país, há ainda compradores ofertando R$1,00 ou R$2,00 a mais por arroba.
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Mesmo com a resistência das indústrias em pagar mais, o viés do mercado é de alta. Além das valorizações em diversas praças e regiões do país, há ainda compradores ofertando R$1,00 ou R$2,00 a mais por arroba.

Em Goiânia, por exemplo, mesmo com o reajuste nos preços, ainda há indústrias menores que chegam a pagar até R$3,00/@ a mais que a referência.

A carne bovina, que deu esperança de que o caminho estava aberto para valorizações mais expressivas para o boi gordo, aparentemente perdeu o fôlego para seguir dando força ao mercado.

O mark up dos varejistas saiu de quase 65,0% em julho e voltou a ficar próximo de 50,0% após as valorizações de agosto nas cotações dos cortes sem osso vendidos pelas indústrias. Ou seja, está claro que não há espaço para repasse aos consumidores, que seguem com poder de compra reduzido. É isso que limita novamente os pagamentos maiores para a arroba.

Em São Paulo a especulação é grande. Há desde compradores que ofertam R$148,00/@, a prazo, mas estes estão bem escalados com boiadas contratadas a termo ou de parcerias, e outros que pagam R$152,00/@, à vista, sendo que neste preço é que os negócios começam a fluir com mais facilidade.

No mercado de carne bovina, os preços estão estáveis, mesmo sendo o período atual de pagamento de salários e de sazonal aumento de renda da população.

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