Semente Pirata: “No final das contas, pode perder lavoura”
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Semente Pirata: “No final das contas, pode perder lavoura”

Diretor da Secretaria de Defesa aponta prejuízos provocados pelo mercado ilegal
Por: -Leonardo Gottems

Diretor da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), André Peralta é muito objetivo ao falar que a semente pirata pode comprometer toda a lavoura: “Pode achar que é mais barato, mas se botar na ponta do lápis, no final das contas você pode perder lavoura”. 

Presente no XX Congresso Brasileira de Sementes, Peralta conversou com exclusividade com o Portal Agrolink. Elencou os vários riscos que o produtor rural tem ao comprar semente ilegal: “Você tem diminuição de produtividade, não tem a menor garantia do que está comprando. Pode estar pagando por uma cultivar achando que é uma, e pode ser outra”. 

Ele garantiu que o combate à pirataria de sementes é uma prioridade do Departamento de Fiscalização de Insumos, mas que a tarefa é extremamente difícil. “É um ‘mundo’ a ser fiscalizado. Potencialmente, todo agricultor pode comercializar a semente que, em tese, só poderia produzir para uso próprio. Então nosso universo de fiscalização são todos os agricultores do Brasil – o que para nós é um mundo”, justificou.

“O que o Ministério [da Agricultura] tem feito hoje em dia é agir com base em denúncia. Qualquer cidadão pode denunciar um ‘pirateiro’, tem vários canais para isso. Pode denunciar pela ouvidoria do Ministério, ou entrar em contato com alguma superintendência do Mapa em seu estado, mas tem que ter nome, sobrenome e endereço, porque não temos como ficar procurando, ou correndo atrás de caminhão”, explicou ele.

Peralta enfatiza que a prática pode trazer sérias consequências. “O nome pirata já sugere: é um produto ilegal. Ao agricultor é dado o direito de produzir sua própria semente, então a cada safra ele pode reservar parte de sua produção para a safra seguinte. O que ele não pode, em hipótese nenhuma, é vender essa semente que ele salvou, ou comprar de alguém que não tem Renasem (Registro Nacional de Sementes e Mudas). Em ambos os casos ele está infringindo a lei – tanto quem está vendendo como quem está comprando”, aponta.


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