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Sementeira projeta faturar R$ 900 milhões com eucalipto

Projeto iniciado há 18 anos forma uma das maiores florestas


Foto: Divulgação

O avanço das usinas de etanol de milho em Mato Grosso tem ampliado a demanda por biomassa para geração de energia, abrindo espaço para um novo modelo de negócio, que são as florestas plantadas. A Girassol Agrícola, uma das principais sementeiras do país, projeta faturar R$ 900 milhões até 2031 só com a produção de eucalipto no Estado. 

O desempenho é resultado de uma estratégia iniciada há 18 anos, antes mesmo da chegada das usinas de etanol de milho em Mato Grosso. Os primeiros hectares de eucalipto plantados nas regiões de Jaciara e no Alto Araguaia tinham a função de recuperar áreas degradadas ou arenosas, mas foram ganhando força ano a ano com o crescimento das expectativas de tornar o estado em um novo pólo na produção de etanol. 

Hoje o grupo possui 10.500 hectares de eucalipto, sendo uma das maiores florestas individuais do Estado. “Quando o projeto teve início, o uso do eucalipto como fonte de energia ainda era limitado por aqui. O avanço das usinas de etanol de milho nos últimos anos mudou esse cenário, ampliando de forma significativa a demanda por madeira para abastecimento de caldeiras”, explica o  CEO da Girassol Agrícola, Gilmar Meneghini.

Em linha com esse avanço, o Governo de Mato Grosso lançou no fim de março o Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa, que pretende ampliar a área de florestas plantadas no estado para 700 mil hectares até 2040. 

De olho nesse potencial, o grupo projeta expandir ainda mais a área e chegar a 14 mil hectares de eucalipto no prazo de 5 anos. “O eucalipto deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma cultura estratégica dentro do nosso portfólio de negócios”, completa o executivo.

Além do retorno econômico, o modelo também mostra ser eficiente no uso da terra, ao transformar áreas degradadas ou pastos subutilizados em ativos produtivos. No entanto, a atividade exige investimento. Segundo o executivo, a Girassol Agrícola investiu cerca de R$ 100 milhões na abertura de áreas, mudas, implantação da cultura, colheita mecanizada e pessoas. 
 

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