Setor busca reduzir riscos de extremos climáticos
O seguro rural é citado como instrumento para reduzir perdas
O seguro rural é citado como instrumento para reduzir perdas - Foto: NOAA
A possibilidade de um Super El Niño no fim do ano amplia a preocupação com os impactos de secas, excesso de chuvas e outros eventos extremos sobre a agricultura. O risco coincide com o início do plantio de várias culturas no Centro-Oeste e reforça a necessidade de medidas que reduzam a vulnerabilidade da produção.
A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura aponta quatro frentes prioritárias: fortalecimento do seguro rural, ampliação do crédito para adaptação, avanço da assistência técnica e restauração da vegetação nativa. Segundo a rede, essas ações devem ser combinadas para dar mais segurança ao produtor e aumentar a resiliência das propriedades.
O seguro rural é citado como instrumento para reduzir perdas financeiras e preservar a capacidade de produção após quebras de safra. Já o crédito pode viabilizar tecnologias e práticas de adaptação, especialmente diante de juros altos, custos elevados e endividamento.
A assistência técnica é considerada essencial para levar conhecimento e políticas públicas ao campo, sobretudo a pequenos e médios produtores. A restauração da vegetação nativa, por sua vez, contribui para conservar solo, água e serviços ecossistêmicos ligados à atividade agropecuária.
“O Super El Niño chama a atenção para um problema que vai além de um fenômeno específico. Precisamos estar mais preparados para eventos extremos, combinando instrumentos de proteção financeira com outros que tornem a própria produção menos vulnerável. O Brasil tem capacidade técnica e científica para transformar esse desafio em avanço estruturante de forma mais permanente, e não apenas em resposta emergencial”, afirma Rodrigo Castro, membro do Conselho Estratégico da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.