Setor de máquinas agrícolas comemora bons negócios durante a Expointer
Juros menores, prazo de carência maior e financiamentos a longo prazo são apontados como os motivos para a retomada nas vendas
Ao ligar pela primeira vez a nova máquina, o agricultor José Vicente Giuliani aciona também um sonho de toda a família. O novo trator vai finalmente substituir o usado há quase 30 anos. Foi feito um investimento de R$ 70 mil, que ele pretende pagar em 10 anos.
Assim como ele, muitos agricultores compraram máquinas e implementos agrícolas na Expointer. Foi bom para os negócios de um dos setores que sofreu com os reflexos da crise econômica.
Juros menores, prazo de carência maior e financiamentos a longo prazo são apontados como os motivos para a retomada nas vendas. A comercialização de máquinas na Expointer desse ano bateu um novo recorde e surpreendeu o setor.
Os negócios na feira já chegaram a R$ 456 milhões contra R$ 370 milhões do ano passado. E ainda faltam dois dias para a Expointer acabar.
No setor de vendas de animas as comercializações já chegaram a R$ 6,6 milhões. A criadora Suzana Salvador foi da fronteira com a Argentina. Dona de uma cabanha de corte, ela acredita que a exposição na feira renderá negócios para todo o segundo semestre.
A agricultura familiar também mostra força nos pavilhões da Expointer. A expectativa é que as vendas na feira cheguem nesse ano a um milhão de reais, superando os números do ano passado, de R$ 770 mil. No Rio Grande do Sul, são 400 mil propriedades de pequenos agricultores que investem num setor que não pára de crescer.
Em dos estandes mais movimentados, a novidade é o queijo parmesão curtido em vinho tinto. Essa é uma aposta do agricultor João Vitor Moccelin para aumentar as vendas. Em 25 hectares de terra, o agricultor tem uma produção de cinco mil litros de leite por dia, além dos derivados.
A Expointer termina no domingo.