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Setor rural argentino planeja mais protestos contra o governo

Os produtores asseguraram que na próxima semana serão realizadas manifestações contra as intervenções do Estado nos mercados


O setor agrário argentino vai concluir à meia-noite de sexta-feira uma paralisação contra as políticas do governo, mas anunciou novos protestos que ampliarão o conflito que existe desde o ano passado com a presidente Cristina Fernández de Kirchner.

A medida, iniciada na sexta-feira passada, paralisou durante toda a semana os mercados de carne e de grãos da Argentina, um dos principais exportadores mundiais desses produtos.

Nesta sexta-feira os produtores asseguraram que na próxima semana serão realizadas manifestações contra as intervenções do Estado nos mercados.

"Certamente vai continuar a luta como é pedido, até que consigamos cada uma de nossas reclamações", afirmou Carlos Garetto, presidente da Coninagro, uma das quatro entidades rurais envolvidas, em um ato do setor realizado na província de Córdoba.

Entre outros pontos de disputa, os dirigentes do setor agrário reclamam uma redução dos impostos sobre as importações, um aspecto em que o governo dificilmente pode retroceder porque implicaria em uma queda da arrecadação fiscal, que já está sofrendo com a menor atividade econômica.

Mas o detonador dos protestos foi a anulação do governo dos benefícios fiscais que tinham sido aprovados pelo Congresso para os produtores afetados por uma forte seca.

No ano passado, os fortes protestos rurais contra uma tentativa do governo de elevar os impostos sobre a exportação de soja fez com que o o governo de Cristina - que teve que voltar atrás com seu projeto - mergulhasse em uma crise afetando o ritmo da economia.

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