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Simpósio debate manejo e sustentabilidade no campo

Entre os temas de maior atenção esteve a mosca-branca


Entre os temas de maior atenção esteve a mosca-branca Entre os temas de maior atenção esteve a mosca-branca - Foto: Nadia Borges

O manejo fitossanitário, a prevenção de pragas e o uso sustentável da água ganharam espaço nas discussões sobre o futuro da produção agrícola no Matopiba. Técnicos, produtores e pesquisadores debateram estratégias para reduzir perdas, melhorar a eficiência das lavouras e preparar o setor para os desafios das próximas safras.

O 1º Simpósio Fitossanitário do Matopiba foi realizado nos dias 15 e 16 de setembro, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. O encontro reuniu representantes da Aiba, Abapa, Aprosoja Bahia, Fundação Bahia, Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães e Adab.

Entre os temas de maior atenção esteve a mosca-branca, considerada uma ameaça para culturas como soja, algodão e feijão devido à rápida multiplicação e à ampla presença de plantas hospedeiras. A pesquisadora Eliane Quintela, da Embrapa Arroz e Feijão, destacou a importância do planejamento desde os primeiros focos e do uso integrado de diferentes ferramentas de controle, incluindo produtos biológicos à base de fungos.

O simpósio também tratou de legislação, qualidade da fibra, destruição de restos culturais, irrigação, biotecnologia, nematoides e manejo do bicudo-do-algodoeiro. No algodão, a preocupação sanitária acompanha a expansão da produção baiana, que soma mais de 417 mil hectares cultivados e pode superar 1 milhão de toneladas de pluma na safra 2025/26.

Outro eixo das discussões foi o Aquífero Urucuia, cuja maior parte está em território baiano. A Aiba e o Inema trabalham na implantação de uma rede de monitoramento com 300 poços no Oeste da Bahia ao longo de quatro anos, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre recarga, reserva e uso sustentável da água.

O evento ainda chamou atenção para a identificação da Pratylenchus brasiliensis no Tocantins. Segundo a Fundação Bahia, novos estudos serão necessários para determinar plantas hospedeiras e possíveis fontes de resistência.


 

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