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Sistemas integrados: produtividade e qualidade ambiental

Ss sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta são apontados como soluções para se chegar a Qualidade produtiva e ambiental


Qualidade produtiva e ambiental. Garantir a união desses dois aspectos em um processo produtivo é uma das maiores preocupações da atividade agrícola atual e os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta são apontados como possíveis soluções para se chegar a esse resultado. Para debater essa questão, o V Congresso Brasileiro de Soja e o Mercosoja 2009 realizaram hoje, dia 22, o painel “Sustentabilidade econômica e ambiental de sistemas integrados de produção”.

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Júlio Cesar Salton, apresentou os indicadores de qualidade do solo em sistemas de integração lavoura-pecuária. Segundo ele, em uma visão mais abrangente, a definição de qualidade do solo está relacionada à capacidade do solo funcionar, dentro dos limites de um ecossistema natural, sustentando a produtividade biológica, mantendo ou melhorando a qualidade ambiental e promovendo a saúde das plantas e dos animais. O pesquisador aponta como um dos principais indicadores dessa qualidade o acúmulo e o armazenamento da matéria orgânica do solo.

Salton afirma que é possível produzir sem degradar e ainda melhorando as condições do ambiente. “Matéria orgânica é sinônimo de qualidade e de produtividade e os sistemas de integração lavoura-pecuária proporcionam isso: produção e qualidade”, ressalta.

O pesquisador da Embrapa Soja, Júlio Franchini, abordou a questão da contribuição do manejo para aumentar a eficiência de uso da água em sistemas produtivos. Segundo ele, os sistemas integrados de produção, que podem envolver as atividades agrícola, pecuária e florestal, promovem um melhor aproveitamento da infra-estrutura da propriedade, com intensificação do uso da terra e diversificação da produção.

Franchini afirma que a integração lavoura-pecuária eleva em até sete vezes o índice de produtividade da pecuária. Em contrapartida, a pecuária melhora a qualidade química e física do solo. “Com a melhoria do solo, as plantas apresentam um sistema radicular mais profundo, o que reduz a compactação do solo, aumenta o reservatório de água das plantas e minimiza as perdas de produtividade por seca”.

De acordo com Tarcísio Cobucci, pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, na maioria dos casos o investimento de maior rentabilidade agrega maior risco, e o contrário é verdadeiro. “O ideal é ter a maior rentabilidade com menor risco. Sistemas integrados produção proporcionam esta situação”, afirma.

Durante o painel, Cobucci falou sobre a estabilidade econômica da atividade agropecuária em sistemas integrados. Segundo ele, a produção de mais de um produto rende maior estabilidade do lucro líquido comparado ao que produz apenas um, pois um produto pode cobrir o fraco resultado de outro.

“Outro fator importante são os ganhos ambientais, como o aumento de matéria orgânica no solo, aumento da atividade microbiana e todos os efeitos secundários, como menor erosão, aumento da permeabilidade do solo, maior eficiência de uso de adubos, uso de menores quantidades de defensivos agrícolas, etc.”, ressalta Cobucci.
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