Soja: Chicago impulsiona preços no Brasil
No mercado interno, os preços avançaram em várias praças
No mercado interno, os preços avançaram em várias praças - Foto: Canva
O mercado da soja iniciou a semana em alta, apoiado pelo avanço de Chicago, por novas compras chinesas e pela firmeza das cotações em diferentes regiões produtoras do Brasil. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de agosto subiu 1,78%, para US$ 12,26 por bushel, enquanto setembro avançou 1,84%, a US$ 12,1550, em movimento favorecido por compras técnicas, calor excessivo no Meio-Oeste dos Estados Unidos e novas vendas confirmadas pelo USDA.
O órgão norte-americano informou negócios de 264 mil toneladas para a China e de 110 mil toneladas para destinos não revelados, ambos da safra 2026/27. Em contrapartida, as inspeções semanais de exportação recuaram 34% ante a semana anterior.
No mercado interno, os preços avançaram em várias praças. No Rio Grande do Sul, a saca chegou a R$ 142,50 no Porto de Rio Grande. No Paraná, Paranaguá registrou R$ 142,00 e Ponta Grossa, R$ 136,00. Em Mato Grosso, Cuiabá e Rondonópolis alcançaram R$ 126,00, com valorização superior a 3%.
Apesar da melhora, fretes elevados e falta de espaço nos armazéns seguem limitando o mercado. No Paraná, milho safrinha e trigo disputam capacidade com a soja remanescente. Em Mato Grosso, a projeção de 57,06 milhões de toneladas de milho supera o volume da própria safra de soja e força vendas mais rápidas. Em Mato Grosso do Sul, o déficit de armazenagem passa de 12,4 milhões de toneladas.
A combinação entre alta externa, menor oferta disponível e restrições logísticas sustenta os preços, mas mantém a comercialização dependente do custo do transporte e da capacidade de estocagem.