Soja: dessecação antecipada ajuda a reduzir plantas daninhas
Veja como proteger o início da safra de soja
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A dessecação pré-plantio da soja ganha importância com a aproximação da próxima safra, ao reduzir a presença de plantas daninhas antes da semeadura e a competição por água, luz e nutrientes. O manejo é especialmente relevante para invasoras como o capim-pé-de-galinha, que podem dificultar o estabelecimento inicial da cultura.
Manejo antecipado de plantas daninhas
A safra 2025/2026 de soja chegou ao fim, com produção estimada em 180,6 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com a proximidade do novo ciclo, o produtor começa a preparar as áreas, e a dessecação pré-plantio está entre as operações importantes para reduzir a competição desde os primeiros dias da lavoura.
O capim-pé-de-galinha está entre as plantas daninhas que desafiam o estabelecimento da soja. Quando permanecem no campo durante a entressafra, essas invasoras disputam água, luz e nutrientes com a cultura.
Além disso, quanto mais desenvolvidas estiverem no momento do manejo, maior pode ser a dificuldade de controle. Por isso, antecipar a operação e avaliar as condições de cada talhão são medidas importantes para preparar a área antes da semeadura.
Dessecação da soja exige planejamento
Uma dessecação bem executada contribui para que a soja se desenvolva sem enfrentar competição com plantas daninhas logo após a emergência. “O produtor precisa olhar a dessecação como uma estratégia do planejamento da safra e não apenas como uma operação antes do plantio. Quando a área de plantio está limpa, a soja tem melhores condições para se estabelecer e desenvolver o potencial produtivo”, explica Bruno Vilarino, gerente de produtos da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada para grandes agricultores do Cerrado.
Para Bruno Vilarino, deixar o controle das invasoras para depois da implantação da cultura pode comprometer o planejamento do manejo. “Um dos pontos mais importantes é não deixar o controle das plantas daninhas para depois do plantio da soja. O manejo antecipado permite planejar melhor a operação e reduzir a competição no começo do ciclo, quando a cultura ainda está se estabelecendo”, destaca.
A estratégia busca garantir que a soja encontre condições mais favoráveis para iniciar o ciclo, aproveitando os recursos disponíveis no campo com menor interferência das plantas daninhas. “Com atenção a essa etapa, o produtor começa a safra com uma área mais preparada para que a soja se desenvolva e aproveite melhor os recursos disponíveis no campo”, acrescenta Bruno.