Soja: mercado atento ao plantio nos EUA
El Niño e dólar pressionam mercado da soja
Foto: Pixabay
Segundo a análise “Direto do Campo”, da Grão Direto, produzida pela Grainsights e divulgada nesta segunda-feira (25), o mercado da soja inicia a semana com atenção voltada ao clima nos Estados Unidos, às projeções para o fenôeno El Niño e à oscilação do dólar, fatores que devem influenciar a formação dos preços no mercado internacional e interno.
No cenário global, o relatório aponta que a segunda-feira começou com liquidez reduzida devido ao feriado Memorial Day nos Estados Unidos, mantendo fechadas as bolsas americanas, incluindo a CBOT. A expectativa é de desaceleração nos negócios no início da semana, enquanto o mercado acompanha o avanço do plantio da safra norte-americana. Segundo a análise, “Chicago deve se manter sensível a qualquer alteração de clima nos estados produtores do Corn Belt, que hoje operam sob condições muito favoráveis”.
O levantamento também destaca que as condições climáticas seguem como um dos principais fatores de influência sobre as commodities agrícolas. De acordo com a análise, projeções atualizadas da NOAA indicam alta probabilidade de consolidação de um “Super El Niño” a partir de setembro. O cenário já começa a provocar mudanças no padrão climático brasileiro, com previsão de tempo seco no Centro-Oeste e chuvas acima da média na Região Sul nas próximas semanas. “Para o produtor de soja, essa transição exige planejamento antecipado das compras de insumos e monitoramento constante da umidade do solo para evitar problemas na janela de plantio da próxima safra”, informa o relatório.
No mercado cambial, a análise observa que a entrada de capital estrangeiro levou o dólar a operar abaixo de R$ 5,00 em alguns momentos, embora a moeda tenha voltado a subir na última semana. Ainda assim, a expectativa segue sendo de um câmbio mais fraco nos próximos dias, fator que pode limitar ganhos da soja no mercado brasileiro mesmo diante de eventuais altas em Chicago. O relatório destaca ainda que o Banco Central reduziu a projeção do dólar para o fim do ano, de R$ 5,20 para R$ 5,17, reforçando a perspectiva de valorização do real e de pressão adicional sobre os preços da soja durante a colheita.