Soja cai em Chicago e preços avançam no Brasil
O contrato de agosto recuou 0,60%
O contrato de agosto recuou 0,60% - Foto: Pixabay
O mercado da soja encerrou a quinta-feira com queda em Chicago, enquanto as cotações físicas avançaram em várias praças brasileiras, em meio à pressão logística, custos elevados e necessidade de liberar espaço nos armazéns. Segundo análise da TF Agroeconômica, a baixa na CBOT refletiu realização de lucros e a desvalorização do real diante do dólar, fator que melhora a competitividade da soja brasileira.
O contrato de agosto recuou 0,60%, para US$ 11,95 por bushel, e o de setembro caiu 0,59%, a US$ 11,8525. O farelo para agosto subiu 1,25%, para US$ 322,90 por tonelada curta, enquanto o óleo perdeu 0,67%, a 72,43 centavos por libra-peso. As vendas externas dos Estados Unidos tiveram desempenho misto. A safra 2025/26 registrou 188,3 mil toneladas, abaixo da média recente, mas a temporada 2026/27 somou 1,769 milhão de toneladas, com a China respondendo por 1,056 milhão. O clima seco e quente previsto para o Meio-Oeste norte-americano limitou as perdas.
No Brasil, os preços mostraram firmeza em parte do Sul e do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, a liquidez seguiu moderada, com valores entre R$ 134 e R$ 140 por saca. No Paraná, o mercado avançou no interior e em Paranaguá, onde a soja chegou a R$ 141. Em Santa Catarina, os negócios permaneceram lentos, embora o esmagamento regional ajudasse a reduzir a pressão sobre os silos.
Em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, as altas ocorreram em bloco, mas o déficit de armazenagem, os fretes elevados e o avanço do milho safrinha mantiveram a pressão sobre os produtores. Em Mato Grosso, a necessidade de escoar estoques se intensificou com a projeção de safra recorde de milho e com o aumento do crédito rural problemático.