Soja cai no exterior e preços internos oscilam
No Brasil, o dólar sustentou parte dos preços
No Brasil, o dólar sustentou parte dos preços - Foto: Pixabay
O mercado da soja teve um dia de pressão externa, enquanto as cotações internas mostraram movimentos distintos entre as principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, a queda do petróleo, o clima favorável nos Estados Unidos e o avanço do dólar sobre o real influenciaram os negócios nesta quarta-feira. Em Chicago, o contrato de julho recuou 0,74%, para US$ 11,0875 por bushel, e o de agosto caiu 0,65%, a US$ 11,1675. O óleo de soja perdeu 1,60%, enquanto o farelo avançou 0,23%.
A previsão de chuvas no Meio-Oeste norte-americano, em pleno início da floração, reduziu o suporte às cotações. Na Argentina, o esmagamento de maio cresceu 20,15% ante abril e alcançou 4,18 milhões de toneladas, maior volume desde o recorde de 2021, aumentando a pressão sobre farelo e óleo.
No Brasil, o dólar sustentou parte dos preços, mas fretes elevados e gargalos de armazenagem limitaram os ganhos. No Rio Grande do Sul, Passo Fundo subiu 1,99%, para R$ 128 por saca, enquanto o porto de Rio Grande ficou em R$ 133. O estado encerrou a colheita com produção estimada em 19 milhões de toneladas, 11,3% abaixo da projeção inicial.
Em Santa Catarina, São Francisco do Sul fechou a R$ 131 por saca, com custos rodoviários até 16% maiores. No Paraná, o indicador Cepea avançou 0,32%, para R$ 125,96, e Paranaguá terminou a R$ 132,40. A soja liderou o Valor Bruto da Produção estadual em 2025, com R$ 42,3 bilhões.
Mato Grosso do Sul teve estabilidade nas principais praças, pressionado pelo diesel e pela falta de espaço nos armazéns. Em Mato Grosso, os preços oscilaram, a colheita do milho safrinha atingiu 20,86% e a carteira problemática de crédito rural somou R$ 21,78 bilhões. Para 2026/27, a produção estadual foi projetada em 48,88 milhões de toneladas, queda de 5,2%.