Soja fecha em queda com pressão externa e logística
O movimento acompanhou a retração do petróleo
O movimento acompanhou a retração do petróleo - Foto: Divulgação
A soja teve um dia de pressão nos mercados externo e interno, em meio à queda das cotações em Chicago, custos logísticos elevados e efeitos climáticos em importantes regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos na CBOT fecharam em baixa nesta quarta-feira, com o vencimento maio recuando 1,40%, a US$ 11,79 por bushel, e julho caindo 1,38%, a US$ 11,9475 por bushel.
O movimento acompanhou a retração do petróleo, que se aproximou das mínimas de duas semanas diante de maior otimismo sobre um possível fim da guerra no Oriente Médio. O farelo de soja para julho caiu 0,97%, a US$ 317,3 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 2,46%, a 75,02 centavos de dólar por libra-peso. A leitura do mercado foi de que as manchetes geopolíticas pesaram mais sobre os grãos do que fatores ligados ao clima ou ao plantio.
No Rio Grande do Sul, o encerramento da safra ocorre sob alerta. A estiagem ameaça lavouras remanescentes, com perdas estimadas em até 50,4% em algumas áreas, enquanto a falta de diesel paralisa colheitadeiras e eleva custos. A colheita chegou a 79% da área de soja, e Nonoai teve a maior queda do dia, de 1,75%, para R$ 112,00. No porto de Rio Grande, a saca ficou em R$ 129,00, baixa de 0,77%.
Em Santa Catarina, o mercado físico mostrou estabilidade, sustentado pela demanda das cadeias de proteína animal. Palma Sola ficou em R$ 112,00 e Rio do Sul em R$ 118,00. No porto de São Francisco, a saca foi cotada a R$ 130,00, queda de 0,76%.
No Paraná, Jacarezinho e Londrina recuaram 1,79%, para R$ 110,00, enquanto o frete para Paranaguá subiu cerca de R$ 24 por tonelada, pressionado pelo diesel. Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande caiu 4,50%, para R$ 106,00 no balcão, em meio à disputa logística com o milho. Já Mato Grosso concluiu 100% da colheita, com frete Sorriso-Miritituba a R$ 306,67 por tonelada após queda de 2,97%.