Soja fecha semana com cautela e preços mistos
No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande permaneceu em R$ 134,00 por saca
No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande permaneceu em R$ 134,00 por saca - Foto: Nadia Borges
O mercado da soja encerrou a semana com sinais mistos em Chicago e estabilidade nas principais praças do Sul do Brasil, em um ambiente de cautela antes de novas estimativas para a área plantada nos Estados Unidos. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho recuou 0,11%, para US$ 11,2625 por bushel, enquanto agosto caiu 0,04%, a US$ 11,3650. O farelo para julho perdeu 0,39%, a US$ 307,00 por tonelada curta, e o óleo avançou 0,69%, para 71,30 centavos de dólar por libra-peso.
Chuvas pontuais no centro e no leste do cinturão produtor trouxeram alívio temporário à umidade do solo, mas o mercado manteve atenção sobre a previsão de tempo mais seco nas próximas semanas. Também pesou a expectativa de que o USDA eleve a área de soja para 34,55 milhões de hectares. No cenário global, o IGC manteve a projeção da safra 2026/27 em 442 milhões de toneladas, acima do ciclo anterior. Na semana, a soja subiu 0,31%, o farelo ganhou 1,89% e o óleo avançou 2,31%.
No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande permaneceu em R$ 134,00 por saca, enquanto os preços no interior ficaram entre R$ 129,00 e R$ 130,00. A colheita de verão foi encerrada, e o trigo alcançou 70% da área prevista. Em Santa Catarina, a liquidez seguiu fraca, com Rio do Sul a R$ 116,00 e São Francisco do Sul a R$ 132,00. A demanda por farelo continua apoiada pelo desempenho das exportações de carne de frango.
No Paraná, o Indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 127,64 por saca, e Paranaguá fechou a R$ 135,50. A colheita foi concluída, com produção recorde de 21,778 milhões de toneladas. As exportações do complexo soja somaram 6,72 milhões de toneladas de janeiro a maio, enquanto o avanço da safra de inverno passou a disputar espaço nos armazéns.