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Soja fecha semana em alta após relatórios dos EUA

Mercado reage a dados de soja dos Estados Unidos


Foto: Divulgação

As cotações internacionais da soja encerraram a semana com leve valorização na Bolsa de Chicago, após um período de volatilidade provocado pela divulgação dos relatórios de área plantada e de estoques trimestrais dos Estados Unidos. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 26 de junho a 2 de julho e publicada nesta quinta-feira (2), o mercado já havia antecipado boa parte das informações, o que limitou os impactos dos números sobre os preços.

O contrato da soja iniciou a semana em queda e atingiu US$ 11,08 por bushel no dia 29 de junho. Após a divulgação dos relatórios, considerados baixistas, mas já precificados pelos agentes do mercado, as cotações voltaram a subir e fecharam a quinta-feira em US$ 11,31 por bushel, ligeiramente acima dos US$ 11,27 registrados uma semana antes.

Apesar da recuperação no fim da semana, a média mensal de junho ficou em US$ 11,26 por bushel, recuo de 5,7% em relação à média de maio. Ainda assim, o valor permaneceu superior ao observado em junho do ano passado, quando a média foi de US$ 10,49 por bushel.

Outro fator que influenciou o mercado foi a queda no preço do petróleo após o acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Com o barril retornando ao patamar de aproximadamente US$ 70, o óleo de soja negociado em Chicago também perdeu valor. No dia 30 de junho, a commodity foi cotada a 66,74 centavos de dólar por libra-peso, contra 79,09 centavos registrados no início do mês, acumulando retração de 15,6% em junho. O movimento contribuiu para pressionar as cotações do grão.

Os dados divulgados pelos Estados Unidos confirmaram aumento da área destinada ao cultivo de soja na safra 2026/27. O relatório final de plantio estimou 35,46 milhões de hectares cultivados, crescimento de 5% em relação ao ciclo anterior. O número também superou tanto a projeção divulgada em março, de 34,28 milhões de hectares, quanto a expectativa média do mercado, que era de 34,77 milhões de hectares. Na safra 2025/26, a área semeada havia sido de 32,87 milhões de hectares.

O relatório de estoques trimestrais também apontou crescimento de 5% na comparação anual. Em 1º de junho, os estoques norte-americanos somavam 29 milhões de toneladas, acima da estimativa média do mercado, de 28,47 milhões de toneladas. Três meses antes, o volume armazenado era de 57,29 milhões de toneladas, enquanto no mesmo período do ano passado os estoques estavam em 27,43 milhões de toneladas.

Em relação ao desenvolvimento da nova safra, a Ceema informa que, até 28 de junho, 65% das lavouras de soja dos Estados Unidos apresentavam condições classificadas como boas ou excelentes, um ponto percentual abaixo da semana anterior. Outros 27% das áreas estavam em condição regular, enquanto 8% foram avaliadas como ruins ou muito ruins.

O avanço do ciclo da cultura segue acima da média histórica. A germinação já alcançava 96% das lavouras, superando a média de 95%. O florescimento atingia 19% da área cultivada, acima dos 15% normalmente registrados para o período, enquanto a formação de vagens chegava a 4% das plantações, também superior à média histórica de 2%.

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