Soja fecha semana firme, mas silos preocupam
No Rio Grande do Sul, as cotações permaneceram sustentadas
No Rio Grande do Sul, as cotações permaneceram sustentadas - Foto: Canva
O mercado de soja encerrou a semana com preços firmes ou estáveis em importantes regiões produtoras, enquanto gargalos logísticos, custos elevados e limitações de armazenagem seguem pressionando o setor. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o avanço das culturas de inverno e da colheita do milho aumenta a disputa por espaço nos silos e reduz a capacidade de retenção dos grãos pelos produtores.
No Rio Grande do Sul, as cotações permaneceram sustentadas, com o porto de Rio Grande em R$ 139,00 por saca e preços de até R$ 136,00 no interior. A safra 2025/2026 terminou com produtividade média de 2.707 quilos por hectare e quebra de 14,8% ante a expectativa inicial, enquanto o trigo já ocupa 87% dos 814.220 hectares projetados.
Em Santa Catarina, o mercado também mostrou estabilidade, com destaque para o recorde nacional de produtividade de 156,13 sacas por hectare obtido em Major Vieira. Mesmo com o desempenho técnico, cooperativas e cerealistas operam com alta ocupação, limitando a retenção de volumes adicionais.
No Paraná, a safra recorde de 26,3 milhões de toneladas agravou a saturação dos silos, situação intensificada pelo avanço do milho safrinha. Em Mato Grosso do Sul, o déficit de armazenagem supera 12,4 milhões de toneladas e força vendas mais rápidas de soja. Já em Mato Grosso, os fretes seguem elevados, a colheita do milho pressiona a logística e o crédito problemático atingiu R$ 21,79 bilhões, equivalente a 18,22% da carteira rural estadual.
Nas redes sociais, predominam preocupações com margens apertadas, custos, diferenças regionais de preços, crédito e seguro rural, apesar de sinais positivos ligados ao desempenho produtivo e ao controle fitossanitário.