Soja ganha força e muda o humor no campo
O movimento encontra apoio em diferentes fundamentos
O movimento encontra apoio em diferentes fundamentos - Foto: Divulgação
A recuperação recente dos preços da soja trouxe alívio ao mercado doméstico e melhorou o ambiente de decisão no campo. A avaliação é de Marcos Rubin, estrategista de dados para o agronegócio, com base no comportamento das cotações em diferentes regiões produtoras e portuárias.
Segundo a análise, a alta ainda não resolve problemas estruturais, como endividamento e restrições de crédito, mas abriu espaço para uma retomada das negociações. As cotações mais firmes e a aceleração das compras de insumos ajudam produtores a recuperar parte do tempo perdido antes do início do plantio da safra 2026/27, previsto para setembro e outubro.
Os gráficos do mercado doméstico mostram avanço dos preços em praças como Sorriso e Primavera do Leste, em Mato Grosso, Rio Verde, em Goiás, Dourados, em Mato Grosso do Sul, Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, Barreiras, na Bahia, Cascavel, no Paraná, e Paranaguá, no mercado de referência do porto. Em vários casos, as curvas de 2026 ganharam força ao longo dos últimos meses e se aproximaram ou superaram níveis observados em 2025.
O movimento encontra apoio em diferentes fundamentos. Chicago opera cerca de US$ 1 por bushel acima da safra passada, enquanto os prêmios seguem firmes, os fretes permanecem comportados e os preços avançam no interior. A retomada da guerra também pressiona o petróleo e, por consequência, o óleo de soja, ampliando o suporte às cotações.
O câmbio foi o ponto menos favorável. O dólar chegou a superar R$ 5,20, mas perdeu força nas últimas semanas. Ainda assim, a leitura é que pequenas altas de preço já podem ser suficientes para destravar negócios e aumentar o ritmo de comercialização.