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Soja reage com apoio do cenário externo

No trigo, o contrato julho de 2026 na CBOT era cotado a US$ 625,25


No trigo, o contrato julho de 2026 na CBOT era cotado a US$ 625,25 No trigo, o contrato julho de 2026 na CBOT era cotado a US$ 625,25 - Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com movimentos mistos, refletindo a combinação entre fatores climáticos, geopolíticos e ajustes técnicos nas principais bolsas. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados desta sexta-feira, 29 de maio de 2026, trigo e milho operavam em leve baixa em Chicago, enquanto a soja voltava a se aproximar da referência de US$ 12 por bushel.

No trigo, o contrato julho de 2026 na CBOT era cotado a US$ 625,25, com alta de 1,25 ponto, enquanto dezembro avançava 0,25 ponto, a US$ 656,50, e maio de 2027 recuava 1 ponto, a US$ 681,00. Apesar de algumas variações positivas nos contratos mais curtos, a tendência indicada era de leve baixa nos Estados Unidos, influenciada pelo avanço da colheita do trigo de inverno, ainda concentrada nos estados do sul, mas com perspectiva de distribuição para regiões agrícolas mais relevantes. A possibilidade de nova trégua entre Estados Unidos e Irã, ou até de um acordo de paz, também mantinha investidores vendidos. Outro fator de pressão vinha da Rússia, onde condições favoráveis levaram analistas privados a projetar cerca de 90 milhões de toneladas na safra 2026/2027.

Na soja, Chicago apresentava recuperação. O contrato julho de 2026 subia 5,25 pontos, a US$ 1.199,75, enquanto maio de 2027 avançava 9,25 pontos, a US$ 1.210,50. O mercado era sustentado por compras técnicas, maior volatilidade externa e atenção às tensões no Oriente Médio, que seguem influenciando petróleo, moedas e commodities agrícolas. A força do petróleo favorecia o complexo da soja, especialmente o óleo, cotado em alta. O farelo, por sua vez, seguia estável após recuperação parcial. Os investidores aguardavam os dados semanais de exportação do USDA e monitoravam possíveis novas compras chinesas de soja americana.

O milho tinha leve baixa em Chicago, com julho de 2026 a US$ 454,50, queda de 1,25 ponto. A pressão vinha da baixa do petróleo, da ausência de novidades sobre o projeto do E-15 no Senado dos EUA e do clima favorável ao fim do plantio. Na B3, os contratos subiam moderadamente. O dólar recuava 0,57%, a R$ 5,0325.
 

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