Soja recua com clima favorável nos EUA
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 98% da área
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 98% da área - Foto: Agrolink
O mercado da soja encerrou a quinta-feira sob pressão, refletindo a combinação de clima mais favorável nos Estados Unidos, avanço do plantio norte-americano e ajustes no mercado físico brasileiro. As informações são da TF Agroeconômica.
Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho recuou 0,46%, a US$ 11,9425 por bushel, enquanto agosto caiu 0,48%, a US$ 11,9350. O farelo para julho perdeu 0,76%, a US$ 328,40 por tonelada curta, e o óleo de soja cedeu 0,79%, a US$ 73,87. A baixa foi puxada principalmente pelo recuo do óleo, que pesou sobre as cotações mesmo diante de vendas externas norte-americanas de 351,4 mil toneladas da safra antiga. O mercado também acompanhou as chuvas no Meio Oeste e dados que reforçam a vantagem brasileira nas compras chinesas, com o Brasil respondendo por 59% das importações da China em abril, contra 39,3% dos Estados Unidos.
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 98% da área, com produtividade média de 2.871 kg por hectare, mas forte diferença entre regiões. Áreas afetadas pela estiagem ficaram abaixo de 1.000 kg por hectare, enquanto lavouras irrigadas superaram 4.000 kg. O plantio de trigo começa com cautela, diante de custos altos, crédito restrito e risco climático.
Em Santa Catarina, o mercado ficou estável, com Palma Sola a R$ 114 e Rio do Sul a R$ 115. O risco de geadas em áreas de altitude preocupa lavouras de inverno e pastagens. No Paraná, Paranaguá caiu para R$ 129, enquanto a geada atingiu cerca de 33 mil hectares de milho em Ponta Grossa. Mato Grosso do Sul mostrou mercado misto e atenção à dependência da China, destino de 84,3% da soja exportada pelo estado. Em Mato Grosso, a pressão veio do frete, do diesel mais caro e da queda em praças como Primavera do Leste, cotada a R$ 109.