Soja recua em Chicago e armazéns pressionam mercado
No Brasil, o Rio Grande do Sul manteve preços firmes
No Brasil, o Rio Grande do Sul manteve preços firmes - Foto: Nadia Borges
O mercado da soja encerrou a quarta-feira com sinais mistos entre Chicago e as principais regiões produtoras do Brasil, em um cenário marcado por ajustes técnicos, câmbio firme, custos logísticos elevados e pressão sobre a armazenagem. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da oleaginosa fecharam em baixa na CBOT após realização de lucros e vendas técnicas no fim do pregão, apesar do suporte vindo da alta do petróleo e de novas tensões geopolíticas.
O contrato de julho recuou 0,15%, para US$ 11,95 por bushel, enquanto agosto caiu 0,04%, a US$ 11,9325. O farelo perdeu 1,23%, mas o óleo de soja avançou 3,29%. O USDA confirmou venda diária de 472 mil toneladas para a China, sendo 136 mil toneladas da safra antiga e 336 mil da nova.
No Brasil, o Rio Grande do Sul manteve preços firmes, com a saca entre R$ 131 e R$ 132 no interior e R$ 139 no porto de Rio Grande. No Paraná, a safra recorde e a valorização do dólar sustentaram o mercado, mas a disputa por espaço nos silos cresceu com o avanço do milho safrinha. Paranaguá registrou R$ 139,50 por saca.
Em Mato Grosso do Sul, as exportações de junho cresceram 7,56%, para 926,6 mil toneladas, enquanto o déficit de armazenagem supera 12,4 milhões de toneladas. Em Mato Grosso, as exportações do primeiro semestre atingiram recorde de 24,06 milhões de toneladas, mas o aumento do endividamento rural e dos custos de custeio pressiona a preparação da safra 2026/2027.
Em Santa Catarina, os negócios seguiram moderados, com atenção aos fretes, ao custo do diesel e à capacidade estreita de armazenagem. Em todas as regiões, o escoamento e a disponibilidade de espaço nos silos permanecem entre os principais fatores de pressão sobre produtores e negociações.