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Soja recua no Brasil e mercado global divide atenções

O mercado da soja registrou leve queda na última semana


Foto: Leonardo Gottems

O mercado da soja registrou leve queda na última semana, com Chicago fechando em US$ 11,59/bushel no dia 23 de abril de 2026, pressionado por fundamentos baixistas, apesar do suporte vindo do óleo de soja. No Brasil, os preços recuaram diante da valorização do real e do avanço da colheita recorde. 

O mercado internacional da soja manteve relativa estabilidade, com leve viés de baixa. De acordo com informações da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA, o contrato mais próximo em Chicago caiu de US$ 11,63 para US$ 11,59/bushel na semana.

A pressão vem principalmente da expectativa de uma safra recorde no Brasil e do bom andamento do plantio nos Estados Unidos. Segundo dados divulgados pela CEEMA, o plantio norte-americano atingiu 12% da área até 19/04, acima da média histórica de 5%.

Apesar da pressão negativa, o mercado encontrou sustentação no óleo de soja. A CEEMA diz que, o subproduto atingiu 72,14 centavos de dólar por libra-peso em 21/04, maior nível desde julho de 2023. O movimento está diretamente ligado à alta do petróleo, influenciada pela guerra no Oriente Médio.

A China ampliou suas compras de soja, especialmente dos Estados Unidos. Ainda conforme a CEEMA, o país importou 1,85 milhão de toneladas do produto norte-americano em março. Ainda assim, o volume ficou 24,2% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Já as importações brasileiras cresceram 47,4%, totalizando 1,4 milhão de toneladas. Em relação as exportações brasileiras de soja devem alcançar 16,4 milhões de toneladas em abril.

Já no no Brasil, o avanço da colheita e o câmbio influenciaram diretamente os preços. Segundo dados divulgados pela CEEMA, os valores no Rio Grande do Sul recuaram para entre R$ 114,00 e R$ 115,00 por saca, enquanto em outras regiões variaram de R$ 99,00 a R$ 113,00. A produção nacional está estimada em 178,1 milhões de toneladas, alta de 3,7% sobre a safra anterior.

 

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