Soja recua no exterior e mercado interno age com cautela
Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho recuou 1,55%
Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho recuou 1,55% - Foto: Agrolink
O mercado da soja começou a semana sob pressão externa e com negociações cautelosas no Brasil, em meio à expectativa por novos dados sobre a área plantada nos Estados Unidos. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados em Chicago fecharam em baixa nesta segunda-feira, enquanto produtores brasileiros reduziram o ritmo de vendas diante da queda internacional.
Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho recuou 1,55%, para US$ 11,0875 por bushel, e o de agosto caiu 1,52%, para US$ 11,1925. O farelo de soja para julho perdeu 0,75%, a US$ 304,70 por tonelada curta, e o óleo caiu 3,13%, para 69,07 centavos de dólar por libra-peso. O movimento refletiu o ajuste de posições antes do relatório trimestral do USDA, que pode apontar aumento da área semeada, além das chuvas no oeste e no meio-oeste do cinturão produtor, favoráveis ao início da floração.
No mercado físico brasileiro, o Rio Grande do Sul manteve o porto de Rio Grande em R$ 134,00 por saca, enquanto a média estadual ficou em R$ 115,36. A safra de verão foi concluída com queda de 14,8% na produtividade, e a canola avança para uma área recorde de 353,4 mil hectares.
No Paraná, Paranaguá recuou 0,21%, para R$ 133,87, mesmo com a confirmação de uma produção recorde de 21,8 milhões de toneladas. Em Mato Grosso do Sul, a média estadual permaneceu em R$ 115,13, com custo de produção estimado em R$ 6.115,83 por hectare. Já em Mato Grosso, as cotações ficaram firmes, com Sorriso em R$ 110,00 e avanço de 32,41% na colheita do milho safrinha. Em Santa Catarina, o mercado seguiu sem novas atualizações oficiais, com referência de R$ 132,00 no porto de São Francisco.