Soja sobe com embarques e demanda interna
Na CBOT, o contrato de julho fechou em alta de 0,52%
Na CBOT, o contrato de julho fechou em alta de 0,52% - Foto: Canva
O mercado da soja encerrou a segunda-feira com alta externa, movimentos regionais distintos no Brasil e atenção reforçada ao clima no Sul do país. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos na Bolsa de Chicago avançaram apoiados por compras técnicas, pelo desempenho dos embarques norte-americanos e por sinais de demanda interna nos Estados Unidos.
Na CBOT, o contrato de julho fechou em alta de 0,52%, a US$ 11,1925 por bushel, enquanto agosto subiu 0,42%, a US$ 11,2350 por bushel. O farelo de soja para julho avançou 0,23%, a US$ 302,00 por tonelada curta, e o óleo de soja também subiu 0,23%, a 74,28 cents por libra-peso. As inspeções de exportação dos Estados Unidos cresceram 27% na semana encerrada em 11 de junho, perto do teto das expectativas. A Nopa informou esmagamento de 5,68 milhões de toneladas em maio, volume 1,5% menor que em abril, mas 8,3% superior ao de igual período anterior.
No Rio Grande do Sul, a região Centro-Ocidental registrou soja a R$ 128,81 por saca, com o porto de Rio Grande a R$ 132,00. O mercado local segue influenciado por perdas de produtividade causadas por geadas em lavouras tardias e pela expectativa de fretes mais acomodados diante da queda do petróleo.
Em Santa Catarina, sem novas cotações estaduais da Epagri/Cepa, o foco ficou no alerta de geadas, com mínimas previstas entre -4°C e 5°C nas áreas altas. No porto de São Francisco, a soja foi indicada a R$ 130,00 por saca. No Paraná, o indicador Esalq/B3 de Paranaguá recuou 0,47%, a R$ 129,24, enquanto produtores acompanham o risco de frio intenso sobre lavouras tardias.
Em Mato Grosso do Sul, o vazio sanitário da soja começou nesta segunda-feira e segue até 15 de setembro, com foco na eliminação de plantas voluntárias. Em Mato Grosso, o Imea apontou média estadual de R$ 105,81 por saca, com valorização semanal de 0,60%.