Soja sobe e milho recua no mercado brasileiro
As exportações de soja alcançaram 14,5 milhões de toneladas
As exportações de soja alcançaram 14,5 milhões de toneladas - Foto: Pixabay
Os mercados brasileiros de soja e milho tiveram movimentos distintos em julho, em meio ao avanço das colheitas, à oferta externa e ao ritmo das exportações. As informações são do Rabobank. Os preços da soja nas propriedades rurais subiram 4% no mês, favorecidos pelas cotações mais firmes e pela menor disposição dos produtores para vender, diante das limitações de armazenagem e de outros fatores que estimularam a retenção dos grãos.
No milho, os preços ao produtor recuaram 1% em relação a junho. O avanço da colheita da safrinha, somado à continuidade da competição com Estados Unidos e Argentina, aumentou a pressão sobre as cotações no mercado brasileiro.
As exportações de soja alcançaram 14,5 milhões de toneladas em junho, volume 8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho foi sustentado por uma colheita recorde e pela competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, fatores que reforçaram o fluxo de embarques.
No caso do milho, as vendas externas somaram 440 mil toneladas em junho, com alta de 74% na comparação com o mês anterior. Apesar do crescimento mensal, o Rabobank projeta que o volume exportado em 2026 ficará abaixo do resultado de 2025.
A colheita da safrinha chegou a 39% da área nesta semana, apoiada por produtividades elevadas em Mato Grosso. No Paraná, porém, o trabalho de campo continuou atrasado, enquanto as condições das lavouras permaneceram favoráveis em Mato Grosso do Sul. Para a safra 2025/26, o banco estima que a produção total de milho do país alcance 140 milhões de toneladas. O cenário reúne, portanto, sustentação para a soja e maior pressão sobre o milho no mercado interno.