Solo, pragas e colheita entram no calendário do algodão
Planejamento ao longo do ano orienta manejo do algodão
Foto: USDA
O bom desempenho da lavoura de algodão depende de uma sequência de decisões que começa antes do plantio e continua depois da colheita. Planejamento da área, preparo do solo, escolha da cultivar, controle de pragas e doenças, nutrição e qualidade da colheita fazem parte de um manejo que precisa acompanhar cada fase da cultura.
Nos primeiros meses do planejamento, a atenção está voltada para a escolha das áreas, análise do histórico de pragas e doenças, definição das cultivares e organização das máquinas e insumos. A análise de solo também orienta decisões sobre adubação, calagem e, quando necessário, aplicação de gesso agrícola.
Plantio exige solo e equipamentos bem preparados
Antes da semeadura, é importante revisar e calibrar as máquinas, organizar sementes e fertilizantes e acompanhar as condições de umidade do solo.
Após o plantio, a emergência das plantas deve ser acompanhada de perto. Falhas no estande podem estar relacionadas a problemas como falta ou excesso de água, ataque de pragas ou condições inadequadas do solo.
O controle inicial de plantas daninhas também é importante para evitar competição por água e nutrientes.
Pragas e doenças ganham atenção com o crescimento
Com o avanço do desenvolvimento da cultura, aumenta a necessidade de monitoramento.
Pulgões, trips, lagartas, bicudo e percevejos estão entre as pragas citadas no material. O controle deve seguir os princípios do Manejo Integrado de Pragas, o MIP, com acompanhamento da lavoura e intervenções somente quando necessárias.
No período de florescimento e formação das maçãs, o cuidado aumenta porque perdas de estruturas reprodutivas podem comprometer diretamente a produtividade. Doenças foliares também precisam ser acompanhadas para preservar as folhas responsáveis pelo enchimento das maçãs.
Colheita interfere na qualidade da fibra
Na fase de maturação, o manejo passa a buscar uniformidade da lavoura e preparação para a colheita. Quando indicados tecnicamente, desfolhantes e maturadores podem ser utilizados para facilitar a operação.
O momento da colheita também precisa ser bem definido. Regulagem das colhedoras, umidade adequada e redução da presença de impurezas ajudam a preservar a qualidade da pluma.
Depois da retirada do algodão do campo, transporte e beneficiamento também exigem cuidados para evitar contaminação, deterioração e danos à fibra.
Manejo continua depois da colheita
O encerramento da safra também faz parte do planejamento.
A destruição de soqueiras e plantas voluntárias ajuda a interromper o ciclo de pragas, principalmente do bicudo-do-algodoeiro. A rotação de culturas, o uso de plantas de cobertura e uma nova análise dos resultados da safra ajudam na preparação do ciclo seguinte.
O calendário técnico funciona, portanto, como uma orientação para organizar as principais operações ao longo do ciclo. As datas, porém, não devem ser usadas de forma fixa. É necessário considerar região, clima, sistema de produção, cultivar e recomendações técnicas locais.